A maior virada nos negócios desde a internet
A IA não vai mudar seu setor. Já está mudando, e quem ainda debate o 'quando' perdeu o mais importante.
🔺 O SINAL DA SEMANA
Liam Ottley, empreendedor britânico especializado em construção e venda de agentes de IA para negócios e um dos criadores de conteúdo mais assistidos nesse espaço, publicou esta semana: "The Biggest Shift in Business Since the Internet Just Happened". A tese: a transição de software passivo para agentes autônomos, sistemas de IA que executam tarefas de forma independente, é tão estrutural quanto a chegada da internet nos anos 90. Não é uma feature nova. É uma mudança de paradigma sobre o que é possível fazer sem contratar mais pessoas.
O QUE ESTÁ POR BAIXO
A internet mudou onde os negócios aconteciam. Os agentes de IA estão mudando quem, ou o quê, executa os negócios.
Essa distinção importa. Quando a internet chegou, qualquer empresa que não criou presença digital virou irrelevante em 10 anos. O ciclo com agentes vai ser mais curto e mais brutal, porque não é sobre onde você está. É sobre com que velocidade e custo você opera.
Uma empresa com agentes bem orquestrados pode executar com uma fração do time atual. Não porque as pessoas foram substituídas, mas porque cada pessoa passou a ter capacidade de execução multiplicada. O equivalente mais próximo é o que aconteceu quando planilhas chegaram para analistas financeiros: não eliminou o trabalho, reconfigurou o que uma pessoa consegue fazer sozinha.
O que está emergindo agora é uma nova curva de custo operacional. Empresas que capturarem isso primeiro vão ter uma vantagem de margem que vai parecer absurda para quem olhar de fora, e completamente lógica para quem olhar de dentro.
IMPLICAÇÃO PARA VOCÊ
A pergunta que vale fazer não é "onde vou implementar IA?". É "quais são os gargalos de execução na minha empresa que hoje dependem de volume de pessoas?"
Esses são os alvos. Marketing, vendas, CS, onboarding, análise financeira, suporte técnico: qualquer função com padrões repetíveis e volume alto é candidata.
Ottley mostra casos concretos: founders que reduziram ciclos de onboarding de dias para horas, times de marketing operando com 2 pessoas e escala de 10. Não são promessas. São sistemas rodando hoje, com ferramentas disponíveis agora.
O que você precisa não é de um projeto de IA. É de um mapa das suas operações, identificando onde a execução humana é insubstituível e onde ela é apenas o caminho atual por falta de alternativa melhor. Essa distinção determina onde começar, e com que urgência.
NA MIRA
LangSmith Fleet: workspace enterprise para frotas de agentes
A LangChain, empresa americana que desenvolve infraestrutura para construção de agentes de IA, lançou o Fleet: plataforma para criar, usar e gerenciar frotas de agentes com memória própria e acesso controlado a ferramentas. A mudança de linguagem é o sinal relevante: não é mais "um agente", é "uma frota". Empresas que ainda pensam em agentes como projetos isolados estão prestes a ficar fora do ritmo do que está sendo construído na infraestrutura do setor.
Como a LangChain construiu seu próprio agente de GTM
Antes de existir o agente: um representante de vendas alternava entre Salesforce, Gong, LinkedIn e mais quatro abas para preparar uma abordagem. Com o agente de GTM construído internamente, esse processo acontece em segundos, com contexto completo do cliente. A LangChain documentou o processo de construção do próprio agente de ponta a ponta. É o tipo de caso que separa "IA para ganhar produtividade" de "IA para reconfigurar como a operação funciona".
Claude Code OS configurado para 6 founders em 8 horas
Claude Code é uma ferramenta de programação assistida por IA da Anthropic que, nas mãos certas, funciona como um sistema operacional para automatizar workflows inteiros de uma empresa. Liam Ottley configurou esse sistema para 6 founders em uma única sessão de 8 horas. Cada founder saiu com um sistema de execução personalizado rodando. O que antes era projeto de 3 meses virou sprint de um dia.
PARA PENSAR
Se a sua empresa tivesse que operar com metade do time atual a partir do próximo trimestre, quais operações sobreviveriam intactas? Essa pergunta não é sobre cortar pessoas. É sobre entender onde você já tem dependência estrutural que pode ser remodelada.
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