Accenture: Brasil concentra cerca de 40% do ganho latino-americano projetado

No cenário centrado nas pessoas modelado pela Accenture, o Brasil responde por cerca de 40% dos ganhos adicionais de PIB previstos na região. Entre empregados brasileiros consultados, 95% relatam usar IA generativa no trabalho.

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Arte do estudo de Accenture com o destaque: Brasil reúne cerca de 40% do ganho projetado na região

Sobre o estudo

  • Publicador: Accenture
  • Quem fez a pesquisa: Accenture Research, com bases de institutos de estatística, O*NET e levantamentos próprios
  • Publicação: 2025, mês sem informação no relatório
  • Amostra: simulação de cinco países latino-americanos; levantamentos brasileiros citados com 250 empregados e 100 executivos
  • Período de coleta: levantamentos brasileiros citados de 2023 e 2024; período único sem informação no relatório
  • Método: cenários econômicos modelados com dados de ocupações e tarefas; pesquisas de percepção com executivos e empregados
  • Recorte: América Latina com Brasil

Resultados

Brasil nas projeções econômicas da região

  • No cenário centrado nas pessoas, a Accenture projeta que o Brasil responda por cerca de 40% dos ganhos adicionais de PIB e valor econômico da América Latina. O percentual resulta da simulação, sem representar crescimento já observado.
  • O modelo reúne Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México. Para esse grupo, a Accenture estima até US$ 1 trilhão em ganhos de PIB sob adoção centrada nas pessoas.
  • A mesma simulação apresenta US$ 800 bilhões adicionais frente ao cenário de adoção agressiva. O contraste depende das premissas sobre ritmo de adoção, movimento entre ocupações e qualidade do trabalho.
  • Para os países avaliados, a Accenture projeta aumento próximo de 18% no PIB frente à linha de base no cenário centrado nas pessoas. A projeção usa horizonte até 2038.

Horas de trabalho e produtividade potencial

  • A análise estima que a IA generativa possa afetar até 40% das horas de trabalho na América Latina, por automatização ou melhoria de tarefas. O percentual descreve exposição potencial, sem medir adoção efetiva nas empresas.
  • A Accenture projeta melhora média de produtividade na faixa de 11-17% entre setores da região. A estimativa combina tarefas e tempo de execução, sujeitos às condições estabelecidas pelo modelo.
  • Na região, 22% das horas de trabalho aparecem na faixa de possível automatização e 17% na de melhoria com IA. As categorias distinguem duas formas de mudança das tarefas identificadas pela análise.
  • O relatório calcula exposição diferente conforme a função: até 75% das horas no setor de TI e tecnologia e 43% no departamento jurídico. Essas proporções se referem às tarefas associadas a cada área.
  • A base de tarefas contempla 166 milhões de trabalhadores dos países avaliados. A estimativa foi construída com classificações ocupacionais e dados de tarefas, em vez de observação direta de cada posto de trabalho.

Preparação para IA e posição brasileira

  • Entre os líderes brasileiros da pesquisa Pulse of Change citada no relatório, 44% admitem preparo parcial para responder a mudanças tecnológicas nos negócios. O dado vem de levantamento de percepção, separado das projeções econômicas.
  • O texto aponta que três em cada quatro talentos brasileiros esperam efeito importante da IA generativa sobre sua função. A expectativa informa a necessidade percebida de adaptação profissional entre os entrevistados.
  • O Brasil aparece como o país latino-americano mais avançado no índice global de IA usado pela Accenture. A classificação considera implementação, inovação e investimento, conforme a base externa incorporada ao estudo.
  • O país ocupa o 11º lugar mundial em gastos privados com IA no quadro apresentado. A Accenture relaciona essa posição, em parte, ao peso do setor de serviços financeiros no Brasil.
  • A América Latina representa 3% dos gastos globais privados com IA segundo a fonte analisada. O dado situa o potencial projetado da região ao lado de sua participação observada em investimentos.

Percepções de empregados e executivos brasileiros

  • Entre os empregados brasileiros consultados no levantamento citado, 64% questionam a qualidade das saídas de IA generativa. A preocupação se refere aos resultados da ferramenta, conforme respostas dos participantes.
  • No mesmo grupo, 83% dizem compreender a tecnologia e 99% confiam na própria capacidade de desenvolver habilidades para usá-la. As respostas descrevem avaliação pessoal de preparo, sem teste de desempenho.
  • Entre esses empregados brasileiros, 95% afirmam usar ferramentas de IA generativa no trabalho. O percentual pertence ao levantamento de trabalhadores citado pela Accenture e convive com a preocupação relatada sobre qualidade.
  • O relatório compara a visão de empregados com a de executivos sobre preparo, risco para empregos e bem-estar. As pesquisas citadas usam grupos e períodos distintos, o que exige preservar o sujeito de cada resposta.

Recomendações apresentadas pela Accenture

  • A Accenture recomenda começar por problemas e oportunidades de valor claramente definidos. O texto sugere avaliar o potencial de IA generativa a partir do objetivo da empresa e das tarefas envolvidas.
  • A publicação orienta preparar pessoas para funções que mudam com a tecnologia. A estratégia centrada nas pessoas do modelo incorpora formação e movimento para ocupações de melhor qualidade.
  • A Accenture também recomenda governança, avaliação de riscos e monitoramento contínuo para aplicações de IA. Essas ações aparecem como orientação empresarial, separada dos indicadores pesquisados e das projeções do modelo.

Limites

  • A Accenture Research assina a análise e combina simulações, indicadores externos e levantamentos próprios. Os valores de PIB e produtividade resultam de cenários com premissas explícitas e representam possibilidades condicionais.
  • Os resultados de percepção brasileiros citados vêm de pesquisas diferentes, com 250 empregados em uma base e 100 executivos em outra. Essa composição impede ler todos os percentuais como respostas da mesma amostra.
  • Para estimar tarefas e transições entre ocupações na América Latina, o método usa também dados de empregos e mudanças ocupacionais dos Estados Unidos. O relatório descreve esse mapeamento como etapa da simulação regional.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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