Anbima: 92% das empresas do mercado de capitais usam IA

Pesquisa da Anbima com 177 empresas do mercado financeiro mostra que 92% já usam alguma forma de IA, mas a maturidade média do setor é 2,7 numa escala de 1 a 5.

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Arte do estudo de Anbima com o destaque: 92% das empresas usam IA

Sobre o estudo

  • Publicador: Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais)
  • Quem fez a pesquisa: Anbima, em parceria com o Datafolha; apoio da MatchIT no índice de maturidade
  • Publicação: outubro de 2026
  • Amostra: 177 empresas do mercado financeiro; 162 respondentes usam IA e 15 declaram uso zero
  • Período de coleta: sem informação no relatório
  • Método: survey com empresas do mercado de capitais e índice de maturidade em escala de 1 a 5
  • Recorte: Brasil

Resultados

Adoção já é quase universal

  • 92% das empresas do mercado de capitais utilizam alguma prática de inteligência artificial, o que desloca a discussão de adoção para maturidade.
  • 39% dão nota 9 ou 10 para a importância atual da IA, e a média geral de importância fica em 7,39.
  • Quanto maior o número de funcionários e o patrimônio líquido, maior tende a ser a importância atribuída ao tema.
  • Para 59% das empresas, a IA ganhou muita relevância nos últimos 12 meses; para 63%, ganhará ainda mais relevância no próximo ano.
  • Oito em cada dez empresas participaram de alguma atividade voltada à IA no último ano.

O que as empresas fazem com IA

  • As práticas mais usadas são data science (big data, data mining, analytics) e IA generativa (LLMs, RAGs, geração de imagens ou vídeos).
  • Na sequência aparecem machine learning, processamento de linguagem natural, sistemas autônomos com IA embarcada, visão computacional e interfaces homem-máquina.
  • Entre as empresas que usam IA, 94% souberam apontar algum caso de sucesso.
  • Os casos se concentram em backoffice e operações (45%), research, investimentos e análise de dados (37%) e compliance, jurídico e gestão de riscos (32%).
  • Relacionamento com cliente e front office aparece em 25%; planejamento, estratégia e logística, em 12%.
  • Entre as que usam ao menos um tipo de IA, 93% notam algum efeito: eficiência operacional e redução de custos (72%), qualidade da tomada de decisão (54%), compliance e gestão de riscos (40%), relacionamento com clientes (24%) e receita ou novos negócios (17%).
  • Os impactos positivos mais citados são aumento de produtividade (80%) e automação de tarefas (75%); apoio à decisão em áreas específicas e redução de riscos ou erros aparecem com 57% cada.
  • Criação de novos produtos ou serviços é citada por 17%, vantagem competitiva por 14% e mudança de modelo de negócio por 6%.

Estágio atual: entre pilotos e escala

  • Entre as empresas que usam IA, 48% se colocam em estágio intermediário, com aplicação em áreas-chave e melhoria de processos.
  • 25% relatam projetos isolados com ganhos pontuais e 12% observam algum movimento interno sem impacto perceptível.
  • 11% dizem ter IA integrada em processos críticos, com ganhos de produtividade e uso em novos negócios; 3% afirmam ter vantagem competitiva clara.
  • A fronteira competitiva está menos no acesso à tecnologia e mais na qualidade da implementação, na integração ao negócio e na capacidade de levar a IA à escala.

Governança, dados e riscos ainda em construção

  • Na governança de dados, menos de um terço das empresas que usam IA afirma ter estrutura formalizada ou avançada; a maioria opera com políticas básicas e baixa integração entre áreas ou em fase inicial.
  • Em políticas e governança para uso responsável, 52% estão em desenvolvimento, 29% em estágio parcial, 9% com governança consolidada e 3% em nível avançado; 8% declaram estrutura inexistente.
  • Sete em cada dez empresas afirmam ter políticas de transparência básicas e pouco divulgadas ou ausentes.
  • A agenda de IA se reporta principalmente a tecnologia (49%) e a diretoria, presidência ou alta liderança (48%); compliance aparece com 39% e riscos com 26%.
  • 79% fazem algum tipo de teste de resistência antes da implantação, mas 35% de forma informal ou pontual e 25% apenas em casos selecionados; testes sistemáticos e de ampla cobertura somam 12% e contínuos, 7%.
  • Metade das empresas monitora sem bloquear ou deixa de monitorar serviços de IA sem aprovação; 14% bloqueiam todos por controles técnicos e 8% por políticas e treinamentos.
  • Quase um terço das empresas que usam IA faz testes de viés antes da implantação ou monitora modelos em produção; 40% testam ou monitoram de forma pontual, sem critérios padronizados.

Empresas com uso zero: grupo pequeno e revelador

  • 8% das empresas entrevistadas afirmam usar zero práticas de IA listadas, o que corresponde a 15 casos, base insuficiente para análises estatísticas de alta confiabilidade.
  • As razões mais citadas para o uso zero são a percepção de tecnologia recente (27%) e a ausência de necessidade ou escala reduzida da empresa (27%).
  • Entre as que usam zero IA, 27% estão em planejamento ou implantação e 20% pretendem adotar em até um ano; outros 27% consideram a possibilidade sem planos definidos.
  • O que mais aceleraria a decisão é a redução de custos de implementação (53%), seguida de demonstração clara de benefícios (33%) e exemplos de sucesso em empresas similares (27%).

Índice de maturidade: a régua da evolução

  • A média geral de maturidade em IA ficou em 2,7 numa escala de 1 a 5, o que posiciona o setor na fase de estabilização.
  • O índice reúne dimensões como uso da tecnologia, dados, governança, gestão de riscos, cultura, pessoas e integração da IA às operações.
  • A escala vai de planejamento e preparação (1,0 a 1,5) a liderança (acima de 4,5), passando por experimentação (1,6 a 2,5), estabilização (2,6 a 3,5) e escala e performance (3,6 a 4,5).
  • A elaboração do índice teve apoio da MatchIT, a partir de um framework de referência de mercado adaptado ao contexto brasileiro.

Limites

  • A amostra de 177 empresas sustenta os resultados gerais, mas o grupo de uso zero reúne 15 casos, base que o próprio relatório classifica como insuficiente para análises estatísticas de alta confiabilidade.
  • O relatório omite o período de coleta e o detalhamento de como as empresas foram selecionadas para responder ao levantamento.
  • A pesquisa foi realizada pela Anbima, entidade do setor, em parceria com o Datafolha, e o índice de maturidade contou com apoio da MatchIT, que participou da construção da régua usada para classificar as empresas.
  • O texto disponível cobre a apresentação e parte dos capítulos, com trechos finais truncados, o que limita a leitura de algumas seções.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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