Bain: 82,5% dos profissionais de dados veem IA generativa na empresa
Pesquisa da Bain com a Data Hackers ouviu 5.217 profissionais de dados: 82,5% veem a IA generativa sendo trabalhada na empresa, e 93% já usam ferramentas de produtividade com IA.
Sobre o estudo
- Publicador: Bain & Company
- Quem fez a pesquisa: Bain & Company e Data Hackers
- Publicação: 2025
- Amostra: 5.217 respondentes brasileiros
- Período de coleta: 14 de outubro a 18 de dezembro de 2024
- Método: pesquisa on-line com profissionais de dados, entre analistas, cientistas e engenheiros de dados
- Recorte: Brasil
Resultados
IA generativa nas empresas
- 82,5% dos respondentes dizem que a IA generativa é uma tecnologia trabalhada em suas empresas, contra 70% em 2023.
- 24% apontam a IA generativa como principal prioridade da empresa em 2024, contra 13,5% em 2023.
- Tecnologia e digital lidera, com 63,5% das respostas colocando o tema entre as principais prioridades, seguido por serviços financeiros (55,8%) e varejo (54,9%).
Como as empresas usam IA generativa
- 63,6% das respostas apontam uso independente e descentralizado pelos colaboradores, contra 72,4% em 2023, o que sugere centralização da governança.
- Os casos de uso se dividem entre melhorar produtos externos para clientes (34,9%) e produtos internos para colaboradores (33,7%).
Por que parte das empresas fica fora
- Entre as que ainda estão fora do tema, 31,7% citam falta de compreensão dos casos de uso, e 30,5% citam falta de expertise ou recursos.
- 30,3% apontam preocupações com segurança e privacidade de dados, e 28,0% percebem que os dados da empresa ainda precisam de preparo para IA generativa.
- O conjunto de motivos indica baixa maturidade das empresas no tema.
Produtividade com IA
- 93% dos profissionais usam ferramentas de produtividade com IA generativa, contra 80% em 2023.
- Para 57% dos respondentes, o uso acontece por conta própria e com soluções gratuitas.
- 20% dizem que as empresas fornecem soluções pagas com foco em produtividade.
- Cientistas de dados são os que mais usam, com 96% apontando algum tipo de uso.
Remuneração e mercado de trabalho
- A remuneração dos profissionais de dados subiu em média 11,8% entre 2023 e 2024, acima da inflação de 4,83% no período.
- 29,5% relatam layoffs na empresa em 2024, contra 18,9% em 2023.
- 50,1% participaram de entrevistas nos seis meses anteriores, contra 54,9% em 2023 e 61,4% em 2021.
- 60,4% dos aprovados optaram por mudar de emprego, contra 55,7% em 2023.
- A remuneração é o principal critério de escolha de empresa, com 81,2% das menções.
- No nível júnior, 58,6% dos profissionais ganham até R$ 4 mil/mês, e no pleno 58,6% ficam entre R$ 6 mil e R$ 12 mil.
- No nível sênior, 56,7% ganham acima de R$ 12 mil/mês, e na gestão 77,4% passam dessa faixa.
- 42,4% dos profissionais satisfeitos ganham acima de R$ 12 mil, contra 27,7% dos insatisfeitos.
- 12,6% dos analistas de dados ganham acima de R$ 12 mil, contra 41,5% dos cientistas e 42,3% dos engenheiros de dados.
Satisfação e trabalho remoto
- A insatisfação com a empresa atual subiu para 31,2%, contra 28% em 2023.
- Entre os insatisfeitos, 67,2% citam falta de oportunidades de crescimento e 44,8% citam discrepância de salário.
- O modelo preferido se divide entre 100% remoto (46,0%) e híbrido com dias flexíveis (43,3%).
- Caso a empresa volte ao modelo presencial, 75,0% procurariam outra oportunidade.
- Engenheiros de dados e machine learning são os que mais preferem 100% remoto, com 64,7%.
- A falta de maturidade analítica da empresa é citada por 31,8% dos insatisfeitos.
Diversidade
- As mulheres são 23,6% dos profissionais de dados, apesar de representarem 51,5% da população brasileira.
- Brancos são 68,1% da amostra, e pardos e pretos somam 22,0% e 6,4%.
- Pessoas com deficiência são 2,7% da amostra, contra 8,7% da população.
- 64,6% das mulheres e 60,9% dos pretos relatam experiência profissional afetada por gênero ou raça.
- Mulheres pardas e pretas recebem 23,5% a menos que homens brancos na média.
- O salário médio de mulheres pardas e pretas fica 10,5% abaixo do de mulheres brancas.
- A experiência das mulheres é mais afetada pela atenção dada a ideias e opiniões (64,9%), pela velocidade de progressão (61,2%) e pela oportunidade de progressão (56,7%).
Limites
- A pesquisa é uma parceria entre a Bain & Company e a comunidade Data Hackers e se apoia em respostas autodeclaradas.
- A amostra reúne 5.217 profissionais de dados e reflete a visão de quem atua na área.
- O relatório desconsidera respondentes desempregados, apenas estudantes e quem preferiu omitir a situação de trabalho.
- Alguns recortes de diversidade agrupam grupos por limitação estatística da base.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
