Bain: 90% dos profissionais de dados veem IA generativa na empresa
Entre profissionais de dados no Brasil, 90% dizem que a IA generativa é uma iniciativa da empresa, e 58,4% relatam uso descentralizado. A remuneração média subiu 6,7% em 2025.
Sobre o estudo
- Publicador: Bain & Company
- Quem fez a pesquisa: Bain & Company em parceria com a comunidade Data Hackers
- Publicação: 2026
- Amostra: 3.200 respondentes brasileiros
- Período de coleta: 14 de outubro a 18 de dezembro de 2025
- Método: questionário online com profissionais de dados de diferentes níveis de cargo
- Recorte: Brasil
Resultados
IA generativa no trabalho
- 90% dos respondentes dizem que a IA generativa é uma das iniciativas da empresa onde trabalham.
- A parcela que considera a IA a principal prioridade corporativa subiu para 26,6%, ante 24,1% em 2024.
- 58,4% apontam uso independente e descentralizado da tecnologia nas empresas, abaixo dos 63,6% de 2024.
- Os setores que mais priorizam o tema são tecnologia e digital (74,4%), serviços financeiros (71,3%) e educação (58,1%).
- O uso de ferramentas de produtividade com IA alcança 98% dos respondentes, ante 93% em 2024 e 80% em 2023.
- 42% dizem que a empresa paga por soluções de produtividade com IA, contra 20% na edição anterior.
- Entre as empresas que ainda iniciam a jornada, 34% citam dados sem prontidão e 33,5% apontam falta de expertise ou recursos.
Perfil e formação
- A amostra reúne 77,8% de profissionais do gênero masculino e 22,2% de outros gêneros.
- 81,6% têm entre 21 e 40 anos, e 78,7% moram nas regiões Sul e Sudeste.
- 89,2% têm graduação como escolaridade mínima, e 58% têm pós-graduação.
- A formação em áreas de exatas predomina (73,1%), com destaque para TI (37,8%) e engenharia (20,5%).
- 54,1% chegaram à área de dados sem passagem prévia por TI.
Remuneração
- A remuneração dos profissionais de dados subiu 6,7% em média entre 2024 e 2025, acima da inflação de 4,26%.
- No nível júnior, 58,1% ganham até R$ 4 mil por mês; no pleno, 57,7% ficam entre R$ 6 mil e R$ 12 mil.
- No nível sênior, 52,2% ganham acima de R$ 12 mil; entre especialistas e gestores, 57,4% e 59,4% superam R$ 16 mil.
- A remuneração é o principal critério de escolha de empresa, com 83,4% das menções, acima dos 81,2% de 2024.
- Entre funções, 43,5% dos engenheiros de dados e machine learning ganham acima de R$ 12 mil, contra 37,3% dos cientistas e 11,6% dos analistas.
Trabalho remoto e presencial
- O trabalho 100% remoto caiu para 39,6%, ante 45,7% na edição anterior.
- O modelo 100% presencial subiu para 20,7%, e o híbrido com dias fixos chegou a 20,1%.
- 71,6% procurariam outra oportunidade caso a empresa volte ao formato 100% presencial, índice de 82,3% entre seniores.
- Engenheiros de dados e machine learning lideram a preferência pelo 100% remoto, com 60,2%.
- Na região Norte, 58,3% trabalham de forma totalmente remota; no Centro-Oeste, 38,5% atuam de forma presencial.
Satisfação e mobilidade
- 51,3% participaram de entrevistas de emprego nos seis meses anteriores à pesquisa, ante 61,4% em 2021.
- 30,9% estão insatisfeitos com a empresa atual; entre especialistas, a satisfação chega a 75,1%.
- A falta de oportunidades de crescimento e aprendizado lidera os motivos de insatisfação, com 67,1%.
- Dos profissionais que fizeram entrevistas, 17% foram aprovados e mudaram de emprego.
- 46,6% seguem abertos a propostas fora de busca ativa, e 27,7% deles mantêm essa disposição mesmo fora da procura.
- 25% relatam ter presenciado layoffs nas empresas onde trabalharam em 2025, ante 29,5% em 2024.
Diversidade
- Mulheres são 21,8% dos profissionais de dados, apesar de representarem 51,5% da população brasileira.
- Pessoas pardas e pretas somam 23,7% e 6,2% da amostra, contra 45,3% e 10,2% da população.
- Pessoas com deficiência são 3,3% da amostra, ante 8,7% da população brasileira.
- 61,9% das mulheres relatam experiência profissional afetada pelo gênero; entre pessoas pretas, o índice chega a 57,7%.
- Mulheres pardas e pretas recebem 25,5% menos que homens brancos na média.
- Em cargos de gestão, mulheres pardas e pretas recebem 2,9% menos que homens brancos; no nível sênior, a diferença é de 22,1%.
Limites
- A pesquisa é uma parceria da comunidade Data Hackers com a Bain & Company e chega à quinta edição consecutiva.
- A amostra reúne 3.200 respondentes brasileiros e exclui desempregados, apenas estudantes e quem preferiu ocultar a situação de trabalho.
- A coleta ocorreu entre 14 de outubro e 18 de dezembro de 2025, com comparações feitas sobre as edições de 2021 a 2025.
- Os recortes de diversidade agrupam ou ocultam alguns grupos por motivos estatísticos, conforme o próprio relatório explica.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
