Bain: 95% das empresas brasileiras usam IA, alta de 21 pontos
Adoção de IA alcança 95% das empresas brasileiras, avanço de 21 pontos percentuais sobre 2024. Cerca de 40% já escalaram ao menos um caso de uso e 62% reportam impacto financeiro direto.
Sobre o estudo
- Publicador: Bain & Company
- Quem fez a pesquisa: Felipe Fiamozzini, Lucas Brossi e Thiago Delfino
- Publicação: setembro de 2026
- Amostra: 140 empresas brasileiras de diferentes portes, com faturamento anual entre R$ 40 milhões e mais de R$ 10 bilhões
- Período de coleta: julho de 2026
- Método: levantamento com executivos de empresas de serviços financeiros, bens de consumo, tecnologia, varejo, energia e recursos naturais, transporte, serviços de tecnologia, manufatura avançada, automotivo, saúde e farmacêutica, mídia e entretenimento e telecomunicações
- Recorte: Brasil
Resultados
Adoção e escala
- A adoção de IA alcança 95% das empresas brasileiras, um avanço de 21 pontos percentuais em relação a 2024.
- Cerca de 40% das empresas já escalaram ao menos um caso de uso de IA.
- 62% reportam impacto financeiro direto de suas iniciativas de IA.
- O movimento marca a transição da experimentação para a geração de valor sustentável, com a integração da IA à estratégia central do negócio como diferencial entre líderes de mercado e empresas que correm o risco de perder competitividade.
Prioridade da alta liderança
- A IA figura entre as cinco principais prioridades estratégicas para 86% das empresas brasileiras.
- 62% dos programas de IA são liderados diretamente pelo CEO ou por seus reportes diretos.
Motores da adoção
- A busca por ganho de produtividade de pessoal aparece como principal motor, citada por 56% dos executivos.
- O aumento de vendas vem em seguida, com 32%.
- A melhoria da eficiência em processos sem relação com pessoal é citada por 24%.
Barreiras relatadas
- Preocupações com segurança e privacidade de dados aparecem em 29% das respostas.
- A falta de expertise interna é apontada por 28%.
- A baixa maturidade dos dados corporativos é citada por 22%.
Onde a IA é usada
- O apoio ao trabalho analítico e intelectual, como elaboração de relatórios, pesquisas e análises de dados, é o uso mais frequente e mais adotado nas linhas de frente, com crescimento de 14 pontos percentuais na comparação anual.
- A inclusão de IA em produtos atuais cresceu 7 pontos percentuais em 2026.
- O uso em operações de vendas subiu 4 pontos percentuais.
- As interfaces tradicionais de linguagem natural (chatbots) registraram queda de 11 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Avanço por área
- No setor administrativo, a área de TI liderou a aceleração, com avanço de 25 pontos percentuais.
- Operações vem na sequência, com 23 pontos percentuais.
- Atendimento ao Cliente cresceu 16 pontos percentuais.
- O segmento de desenvolvimento de software manteve estabilidade na comparação com 2025.
Resultados e expectativa
- 91% das empresas afirmam que suas iniciativas de IA atenderam ou superaram as expectativas.
- As taxas médias de aprovação dos projetos chegam a 93% no setor administrativo e 89% na área comercial.
- 98% das empresas brasileiras pretendem ampliar os orçamentos destinados à IA no próximo ciclo.
Recomendações dos autores
- O valor da IA vem da concentração de recursos em estratégias capazes de alterar a economia do negócio, mais do que da gestão de ações dispersas.
- Com modelos de IA acessíveis a todo o mercado, a vantagem competitiva vem da capacidade de incorporar dados proprietários e o conhecimento interno da empresa na automação dos seus processos.
Limites
- A pesquisa ouviu 140 empresas brasileiras, número que sustenta leitura de tendência entre executivos respondentes e pede cautela em generalizações para o universo de companhias do país.
- O relatório descreve a amostra por setores e faixas de faturamento, sem detalhar a distribuição de respostas dentro de cada segmento.
- O texto apresenta os autores do levantamento e omite a empresa responsável pela execução da coleta em campo.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
