Cepal/Cenia: Brasil lidera adoção de IA na América Latina com 67,39 pontos
O Índice Latino-Americano de IA 2025 coloca o Brasil em segundo lugar na região, com 67,39 pontos, atrás apenas do Chile (70,56). A média regional é de 42,98 pontos.
Sobre o estudo
- Publicador: CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) e CENIA (Centro Nacional de Inteligência Artificial do Chile)
- Quem fez a pesquisa: equipe coordenada por Álvaro Soto, Rodrigo Durán, Antonia Moreno e Sebastián Adasme (CENIA), com Sebastián Rovira, Valeria Jordán e Laura Poveda (CEPAL)
- Publicação: 2026
- Amostra: 19 países da América Latina e do Caribe
- Período de coleta: sem informação no relatório
- Método: índice composto em três dimensões (fatores habilitantes; pesquisa, desenvolvimento e adoção; governança), com mais de 100 subindicadores
- Recorte: América Latina e Caribe, com o Brasil incluído
Resultados
Posição geral do Brasil no índice
- O Brasil alcança 67,39 pontos no ILIA 2025, a segunda maior pontuação entre os 19 países avaliados, atrás do Chile (70,56).
- A média regional é de 42,98 pontos, e o Brasil integra o grupo "Pioneiros", reservado a países acima de 60 pontos.
- O Uruguai aparece em terceiro lugar, com 62,32 pontos, seguido por Colômbia (55,84) e Costa Rica (53,83).
- Na outra ponta, Venezuela (24,65), Bolívia (26,06) e Honduras (27,39) ocupam as últimas posições.
Fatores habilitantes
- Na dimensão de fatores habilitantes, o Brasil soma 58,58 pontos, atrás de Chile (65,18) e Uruguai (64,83).
- A média regional dessa dimensão é de 43,81 pontos.
- O Brasil registra a maior pontuação regional em instalações, com 71,43 pontos, à frente de Uruguai (70,46) e Chile (63,81).
- Na subdimensão de dados, o Brasil marca 64,98 pontos, atrás de Chile (65,77) e à frente de México (63,01) e Uruguai (61,88).
- Em talento humano, o Brasil fica com 33,98 pontos, abaixo da média regional de 37,32 e distante de Chile (66,75) e Uruguai (58,86).
Capacidade de computação
- O Brasil concentra mais de 121.000 teraflops por segundo de capacidade de computação de alto desempenho, o que representa mais de 90% do total regional.
- A capacidade brasileira supera com folga a da Argentina (8.582) e a do México (7.235).
- O país com menor capacidade tem 17 vezes menos teraflops por segundo que o Brasil.
- Na distribuição de GPUs por habitante, Uruguai, Costa Rica e Colômbia aparecem em posição mais favorável.
Pesquisa acadêmica
- Brasil e México reúnem 68% de todos os pesquisadores ativos em IA da região.
- Cinco países (Brasil, México, Colômbia, Chile e Argentina) concentram 87% dos pesquisadores e 90% dos que publicam de forma consistente em IA.
- Entre os autores presentes nas principais trilhas de conferências internacionais de IA, 82% vêm de Brasil e Chile.
- Apenas sete países da região têm presença nessas trilhas principais.
Adoção e mercado
- A América Latina responde por cerca de 15% a 20% do mercado global de aplicações de IA.
- A região concentra 6,6% do PIB mundial e 8,8% da população do planeta, mas recebe apenas 1,12% do investimento global em IA.
- Nenhum país da região supera a média global de investimento em IA como porcentagem do PIB per capita, e a média regional é seis vezes menor.
- Os investimentos públicos em data centers somam quase US$ 200 milhões, e os anúncios privados superam US$ 8 bilhões para a próxima década.
- Brasil e Costa Rica aparecem como os países que começam a reverter a inércia de investimento na região.
Governança e sustentabilidade
- Apenas quatro países (Brasil, Chile, Colômbia e México) têm uma indústria de data centers consolidada.
- Um em cada cinco data centers da região segue padrões internacionais de sustentabilidade.
- Treze dos 19 países avaliados ainda deixam de incluir habilidades iniciais em IA nos currículos escolares, e 11 dos 19 seguem sem programas de doutorado em IA.
- A região avança de forma lenta em abertura e interoperabilidade de dados, com debates regulatórios que podem restringir o desenvolvimento tecnológico voltado ao benefício da sociedade.
Recomendações do relatório
- Complementar os indicadores de adoção com métricas de qualidade de uso, incluindo práticas de governança e abertura de dados.
- Adotar análises de sensibilidade e contrafactuais dos modelos, além de mecanismos de rastreabilidade e explicabilidade.
- Evitar extrapolações otimistas sem suporte empírico ao orientar decisões públicas e privadas.
- Ampliar o acesso a capacidade de GPU, serviços de nuvem e consórcios tecnológicos regionais para equilibrar o avanço entre os países.
Limites
- O relatório informa 19 países participantes, enquanto a ficha do estudo declara 20 países da América Latina; a diferença fica sem explicação no texto.
- Os resultados desta edição deixam de ser plenamente comparáveis com os do ILIA 2024 por causa das mudanças metodológicas, entre elas 28 novos subindicadores.
- O texto disponível traz o começo do relatório e trechos sobre o Brasil, com lacunas em seções intermediárias.
- O documento informa que passou por revisão editorial formal, conforme nota dos próprios autores.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
