Deloitte: 25% das empresas já veem efeito de transformação com IA
Um quarto das empresas relata efeito de transformação com IA, mais que o dobro de um ano antes. Cerca de 74% planejam usar IA agêntica em dois anos.
Sobre o estudo
- Publicador: Deloitte (Deloitte AI Institute)
- Quem fez a pesquisa: Deloitte AI Institute
- Publicação: janeiro de 2026
- Amostra: 3,235 líderes de nível diretor a C-suite em 24 países, sendo 115 brasileiros
- Período de coleta: agosto a setembro de 2025
- Método: pesquisa quantitativa, complementada por 15 entrevistas com executivos e líderes de IA e dados
- Recorte: global com Brasil
Resultados
Adoção e escala
- O acesso dos trabalhadores a ferramentas de IA cresceu 50% em um ano, passando de menos de 40% para cerca de 60%, e 11% das empresas líderes já oferecem acesso quase universal, acima de 80%.
- Pouco menos de 60% dos trabalhadores com acesso usam IA no fluxo diário de trabalho, padrão próximo ao do ano anterior.
- Cerca de 25% moveram 40% ou mais dos experimentos de IA para produção, e 54% esperam atingir esse nível nos próximos três a seis meses.
Transformação e impacto
- Cerca de 34% usam IA para transformar profundamente o negócio, 30% redesenham processos centrais e 37% permanecem em uso superficial, com pouca mudança nos processos.
- Cerca de 25% dos líderes relatam efeito de transformação da IA nas empresas, mais que o dobro dos 12% do ano anterior.
- Cerca de 84% das organizações aumentaram os investimentos em IA, e 78% dos líderes relatam maior confiança na tecnologia.
- Cerca de 74% esperam crescer receita com IA no futuro, enquanto 20% já registram esse ganho.
Trabalho e habilidades
- Cerca de 36% esperam ao menos 10% dos empregos totalmente automatizados em um ano, e 82% projetam esse patamar em três anos.
- Cerca de 84% das empresas seguem sem redesenhar os empregos em torno das capacidades de IA.
- Cerca de 53% consideraram modelos menos hierárquicos, e 16% avançaram nessa direção de forma ampla.
- O sentimento dos trabalhadores é variado: 13% são muito entusiasmados, 55% estão ao menos abertos, 21% preferem evitar a IA e 4% desconfiam e a evitam.
- Cerca de 53% das empresas concentram os ajustes de talento em educar funcionários para elevar a fluência em IA, com menos iniciativas de redesenho de carreiras.
IA agêntica e governança
- Cerca de 23% usam IA agêntica ao menos moderadamente hoje, e em dois anos 74% devem usá-la, sendo 23% de forma extensiva e 5% totalmente integrada.
- Cerca de 85% esperam personalizar os agentes para as necessidades específicas do negócio.
- Apenas 21% relatam ter um modelo maduro de governança de agentes autônomos.
- Os riscos mais citados são privacidade e segurança de dados (73%), questões jurídicas e de propriedade intelectual (50%), governança e supervisão (46%), qualidade e explicabilidade dos modelos (46%) e impacto na força de trabalho (30%).
IA física
- Cerca de 58% já usam IA física em algum grau, e a adoção deve chegar a 80% em dois anos, com 15% de uso extensivo e 3% de integração plena.
- A Ásia-Pacífico lidera: 71% relatam uso mínimo, contra 56% nas Américas e na Europa, Oriente Médio e África.
- Os tipos com maior impacto esperado são sistemas de segurança e monitoramento (21%), robótica colaborativa (20%) e gêmeos digitais (19%).
IA soberana e prontidão
- Cerca de 83% veem a IA soberana ao menos moderadamente importante no planejamento estratégico, e 43% a consideram muito ou extremamente importante.
- Cerca de 66% expressam ao menos preocupação moderada com a dependência de tecnologias estrangeiras, e 22% se dizem muito ou extremamente preocupados.
- Cerca de 77% levam em conta o país de origem ao escolher fornecedores, e 58% montam a base de IA principalmente com fornecedores locais.
- Cerca de 42% acreditam que a estratégia está bem preparada para a IA, e 30% dizem o mesmo sobre risco e governança, patamares acima do ano anterior.
- A prontidão percebida cai para estrutura técnica (43%), gestão de dados (40%) e talentos (20%).
Recomendações
- Fechar a distância entre acesso e uso, com foco em ativação e treinamento específico por função.
- Redesenhar o trabalho em torno da IA, criando funções que combinem forças humanas e capacidades da tecnologia.
- Construir governança antes de escalar, com supervisão compartilhada e integrada às estruturas de risco existentes.
- Encarar os requisitos de IA soberana com foco, avaliando residência de dados e locais de processamento.
- Modernizar a base de tecnologia e dados, com plataformas que conectem e governem todos os tipos de dados.
- Buscar reinvenção estratégica, priorizando novos modelos de negócio em vez de apenas eficiência incremental.
Limites
- A pesquisa foi conduzida pela Deloitte com 3,235 líderes, incluídos 115 brasileiros, em 24 países e seis setores.
- Todas as organizações participantes já têm ao menos uma implementação de IA em uso diário, o que direciona o retrato para empresas na fronteira da adoção.
- O texto apresenta os resultados no nível global, sem dedicar seção própria aos números do Brasil.
- Os dados foram complementados por 15 entrevistas qualitativas com executivos e líderes de IA, que ilustram padrões sem representar a amostra.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
