FGV e Sebrae: 63% das médias e grandes empresas usam IA nos negócios

Pesquisa com cerca de 5.000 empresas mostra que 63% das médias e grandes usam IA nos negócios, ante 46% das MPE e 42% dos MEI. Entre as médias e grandes, 99% têm alguma familiaridade com IA generativa.

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Arte do estudo de FGV e Sebrae com o destaque: 63% das médias e grandes usam IA nos negócios

Sobre o estudo

  • Publicador: FGV IBRE
  • Quem fez a pesquisa: Sebrae e FGV IBRE, com colaboração do Google
  • Publicação: janeiro de 2026
  • Amostra: cerca de 5.000 empresas de todos os portes
  • Período de coleta: dezembro de 2025
  • Método: pesquisa com dirigentes de empresas, com resultados por porte
  • Recorte: Brasil

Resultados

Familiaridade com IA generativa

  • 99% dos dirigentes de médias e grandes empresas afirmam ter alguma familiaridade com ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini.
  • A familiaridade cai para 96% nas MPE e 87% entre os MEI.
  • No quesito mais rigoroso, "utilizo com frequência", 35% das médias e grandes, 15% das MPE e 18% dos MEI apontam uso frequente.
  • As ferramentas citadas incluem ChatGPT e Gemini, entre outras opções.

Uso nos negócios

  • 63% das médias e grandes usam as ferramentas nos negócios, ante 46% nas MPE e 42% nos MEI.
  • O porte aparece como fator determinante da intensidade de uso de IA generativa.
  • O resultado sugere um quadro de copo meio cheio e meio vazio: parte relevante já incorpora a IA, e há espaço grande para avanço.
  • Empreendedores já têm contato massivo com IA na vida pessoal, por meio de GPS, reconhecimento facial e assistentes virtuais.

Finalidades do uso

  • Nas médias e grandes, 67% apontam o uso para análise de dados e 51% para marketing e divulgação.
  • Nas MPE, marketing e divulgação lidera com 59%, seguido por comunicação; análise de dados cai para a terceira posição, com 30%.
  • Nos MEI, marketing e divulgação chega a 74%, e análise de dados fica em 17%.
  • As menores recorrem mais à IA onde estão as maiores dificuldades, como captação e manutenção de clientes.
  • Nas médias e grandes, o uso para análise de dados mostra preocupação em tornar as empresas orientadas para dados.

Benefícios percebidos

  • Nas médias e grandes, o aumento de produtividade lidera com 42%, seguido por economia de tempo (25%).
  • Nas MPE, a economia de tempo lidera com 34%, seguida por aumento de produtividade e geração de novas ideias, ambas com 22%.
  • Nos MEI, a geração de novas ideias lidera com 41%, seguida por economia de tempo (24%) e aumento de produtividade (13%).
  • Nos pequenos negócios, a IA aparece ligada a flexibilidade e adaptação.
  • Nas médias e grandes, o aumento de produtividade aparece ligado à competitividade do negócio.

Dificuldades apontadas

  • Nas médias e grandes, a preocupação com segurança e privacidade dos dados lidera com 35%.
  • Nas MPE, o item nenhuma dificuldade aparece em primeiro lugar, com 30%.
  • Nos MEI, a falta de clareza sobre como aplicar a IA no negócio lidera, com 23%.
  • O resultado confere aos MEI um potencial grande de expansão no uso da tecnologia.
  • A preocupação com segurança se justifica em empresas que lidam com muitos clientes e dados sensíveis.
  • Nas MPE, o menor rigor no uso de dados individuais pode explicar a ausência de dificuldade apontada.

Leitura geral

  • O uso de IA vem se difundindo de forma massiva entre os negócios brasileiros.
  • A competitividade dos negócios depende cada vez mais do domínio do uso de IA aplicada à gestão.
  • As empresas menores, por usarem menos IA, têm maior potencial de expansão.
  • As diferenças entre os portes aparecem em intensidade de uso, finalidade, benefícios e dificuldades.
  • O uso de IA na sociedade cresce de forma exponencial nos próximos anos, segundo os autores.
  • No nível individual, empreendedores brasileiros já têm contato massivo com IA.
  • A pesquisa foi realizada pelo Sebrae e pela FGV IBRE, com colaboração do Google.

Desigualdade de acesso

  • Grandes empresas dispõem de recursos, base tecnológica e equipes especializadas.
  • Pequenas empresas e MEI enfrentam barreiras que vão de custos elevados de implementação ao desconhecimento das aplicações.
  • A disparidade pode ampliar o risco de concentração da inovação e reforçar assimetrias de mercado.
  • Os autores defendem políticas e iniciativas que reduzam essas diferenças entre os portes.

Limites

  • O texto é um artigo assinado por pesquisadores da FGV IBRE, com opiniões de responsabilidade exclusiva dos autores.
  • A pesquisa foi feita pelo Sebrae e pela FGV IBRE, com colaboração do Google, e a base reúne cerca de 5.000 empresas.
  • Os percentuais são apresentados por porte de empresa, em gráficos, sem detalhamento da amostra por setor.
  • O artigo deixa sem informação a margem de erro e o modo de coleta das respostas.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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