FGV IBRE: 29,6% dos trabalhadores brasileiros estão expostos à IA generativa

O estudo estima quase 30 milhões de trabalhadores brasileiros em ocupações expostas à IA generativa, 29,6% dos ocupados. Entre esses trabalhadores, 5,2 milhões estão no grau de exposição mais elevado.

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Arte do estudo de FGV IBRE com o destaque: 29,6% dos ocupados estão expostos à IA generativa no Brasil

Sobre o estudo

  • Publicador: FGV IBRE.
  • Quem fez a pesquisa: Fernando de Holanda Barbosa Filho, Janaína Feijó e Paulo Peruchetti.
  • Publicação: sem informação no relatório.
  • Amostra: população ocupada representada nos microdados da Pnad Contínua do IBGE.
  • Período de coleta: dados até o terceiro trimestre de 2025.
  • Método: associação das ocupações brasileiras aos graus de exposição definidos pela Organização Internacional do Trabalho.
  • Recorte: Brasil.

Resultados

Alcance da exposição no Brasil

  • No terceiro trimestre de 2025, o estudo estima quase 30 milhões de trabalhadores em ocupações com algum grau de exposição à IA generativa. Esse contingente representa 29,6% da população ocupada brasileira.
  • A estimativa usa os gradientes de exposição da Organização Internacional do Trabalho para classificar ocupações. O cálculo associa a classificação ocupacional brasileira à classificação internacional usada pela entidade.
  • Entre 2012 e 2025, o número de trabalhadores em ocupações expostas passou de 23,2 milhões para quase 30 milhões. A comparação expressa a mudança da composição ocupacional segundo a mesma medida de exposição.
  • Dos trabalhadores expostos no terceiro trimestre de 2025, quase 18%, ou 5,2 milhões de pessoas, estavam no grau mais alto. Esse grupo integra o total exposto, em vez de representar uma parcela adicional.

Ocupações e intensidade da exposição

  • A maior parte dos ocupados expostos estava no gradiente 2 no terceiro trimestre de 2025, com 35,3%. O gradiente 1 reunia 30,5% e o gradiente 3, 16,6%.
  • Entre os trabalhadores do gradiente 4, 76% eram escriturários gerais. A concentração nessa ocupação indica que o nível mais elevado reúne perfis diferentes dos níveis intermediários.
  • No gradiente 1, balconistas e vendedores de lojas correspondiam a 40,5% dos trabalhadores classificados. No gradiente 2, comerciantes de lojas representavam 29,9%.
  • Recepcionistas em geral compunham quase 22% do gradiente 3. Os exemplos mostram a relação da exposição com as tarefas de cada ocupação, segundo a metodologia adotada.

Diferenças entre grupos de trabalhadores

  • Mulheres apareciam com exposição de 35,4% no terceiro trimestre de 2025, diante de 25.2% entre os homens. O indicador mede a parcela de ocupados em funções expostas dentro de cada grupo.
  • Entre trabalhadores de 14 a 29 anos, 35,9% estavam em ocupações expostas. Nas faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos, as parcelas eram 30,1% e 24,5%.
  • Trabalhadores com ensino superior completo registravam exposição de 42,7%. Entre aqueles sem instrução ou com fundamental incompleto, a parcela era 10,2%.
  • O estudo também informa 33,7% de exposição entre ocupados com ensino médio completo e superior incompleto. A distribuição acompanha a composição de tarefas associadas às ocupações de cada nível educacional. Ela descreve exposição potencial, sem observar o uso de ferramentas por cada pessoa.

Regiões e atividades econômicas

  • No Sudeste, 32% dos trabalhadores estavam em ocupações expostas à IA generativa. Centro-Oeste e Sul apareciam com 30,7% e 29%, respectivamente.
  • Norte e Nordeste registravam 25,3% e 26,7% de exposição dos trabalhadores. O estudo descreve diferenças regionais de composição ocupacional, sem medir adoção efetiva de ferramentas em cada região.
  • Serviços financeiros tinham 90,6% dos trabalhadores em ocupações expostas; nos serviços de informação e comunicação, a parcela era 80,8%. Os percentuais dizem respeito aos ocupados desses setores.
  • Agropecuária registrava 1,5% e construção, 4% de trabalhadores em funções expostas. O contraste setorial reflete a natureza das tarefas abrangidas pelo índice de exposição.

Complementaridade e recomendações

  • O artigo apresenta ainda estudo do FMI que estima cerca de 20% da população ocupada brasileira com alta exposição e baixa complementaridade com IA. A medida incorpora potencial de substituição das tarefas.
  • Na mesma análise do FMI, pouco mais de 20% dos ocupados tinham exposição elevada e alta complementaridade. O estudo distingue esse grupo pelo potencial de ganhos de produtividade e salário.
  • Os autores recomendam educação e qualificação para ampliar competências complementares à IA, com atenção a habilidades digitais, estatística, comunicação e resolução de problemas.
  • A agenda proposta inclui proteção social durante transições de emprego, regras para decisões automatizadas no trabalho e difusão da tecnologia entre empresas de diferentes portes.

Limites

  • O índice estima exposição das tarefas de cada ocupação. Os autores esclarecem que a classificação permite avaliar potencial técnico, sem prever substituição efetiva dos trabalhadores.
  • A estimativa brasileira combina microdados da Pnad Contínua com pontuações internacionais de exposição ocupacional. O resultado depende da correspondência entre as classificações utilizadas.
  • O texto reúne cálculo próprio e resultados de estudo do FMI. As parcelas de complementaridade citadas pertencem à análise do FMI e seguem uma medida distinta.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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