FGVcia: 80% das empresas da amostra relatam uso de IA generativa
Na pesquisa anual do FGVcia, 80% dos respondentes declaram usar IA generativa, embora 75% indiquem uso ainda pequeno. O levantamento reúne 2.672 respostas validadas, sobretudo de médias e grandes empresas brasileiras.
Sobre o estudo
- Publicador: FGVcia, da Fundação Getulio Vargas.
- Quem fez a pesquisa: Fernando S. Meirelles e Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV EAESP.
- Publicação: 2025, na 36ª edição anual.
- Amostra: 2.672 respostas validadas entre mais de 14.000 empresas pesquisadas; 68% das 500 maiores empresas estão representadas.
- Período de coleta: sem informação precisa no relatório; indicadores da edição referem-se a 2024 e 2025.
- Método: pesquisa anual com empresas e análise de indicadores de uso e gasto em tecnologia.
- Recorte: Brasil.
Resultados
Uso declarado de IA generativa
- A pesquisa registra que 80% dos respondentes utilizam IA generativa, mas 75% ainda a utilizam pouco. O texto apresenta as duas medidas juntas, indicando distância entre experimentar ferramentas e incorporá-las amplamente ao trabalho.
- A amostra reúne 2.672 respostas validadas entre mais de 14.000 empresas abordadas. O FGVcia a descreve como representativa de médias e grandes empresas nacionais de capital privado.
- O levantamento inclui 68% das 500 maiores empresas em sua amostra. Esse perfil ajuda a entender por que a proporção de uso relatada supera resultados de pesquisas que incluem empresas menores.
- O FGVcia cita a TIC Empresas, com 13% de uso de IA entre as empresas pesquisadas e 53% entre as grandes. São pesquisas com universos e formas de medir distintos, portanto as taxas diferem de uma série única.
- O uso de IA generativa aparece em uma edição que acompanha indicadores de tecnologia empresarial desde 1988. A novidade ganha uma categoria própria de software e um capítulo dedicado a suas aplicações.
Ferramentas mais citadas
- Microsoft Copilot ocupa 40% da participação entre as principais ferramentas de IA generativa relatadas. O resultado é apresentado pelo FGVcia no conjunto pesquisado, sem detalhamento de intensidade de uso por organização.
- ChatGPT aparece com 32% e Google Gemini com 20%. Outras ferramentas somam 8% na distribuição mostrada, evidenciando concentração das respostas em três produtos conhecidos.
- O relatório também classifica os tipos de IA utilizados em chatbot, aprendizado de máquina e reconhecimento biométrico. Essa classificação combina aplicações diferentes e pede cuidado ao comparar sua presença com a de produtos específicos.
- A posição do Copilot se relaciona ao uso de ferramentas Microsoft nas empresas da amostra, mas o estudo deixa sem demonstração que a presença de outros softwares cause a escolha do assistente.
- O FGVcia apresenta fornecedores em várias categorias de tecnologia. A participação descrita para IA generativa é própria dessa categoria e difere com o mercado de sistemas de gestão ou de análise de dados.
IA dentro do conjunto de tecnologia empresarial
- Gastos e investimentos em tecnologia atingiram 10,0% da receita das empresas na média da edição. O indicador cobre toda a área de tecnologia e difere ao orçamento dedicado à IA.
- O estudo registra 52% do processamento empresarial em nuvem, na média da amostra. Essa medida descreve a base tecnológica de empresas participantes, sem indicar quantas usam IA na nuvem.
- Sistemas de gestão já têm uso parcial ou total em 99% das médias e grandes empresas da pesquisa; 91% declaram um sistema integrado. O FGVcia apresenta a integração de sistemas como parte do contexto para aplicações mais recentes.
- Inteligência analítica e inteligência artificial são categorias distintas no relatório. A primeira reúne ferramentas de análise e apoio à decisão; a segunda inclui aplicações como assistentes generativos e aprendizado de máquina.
- O texto explica que sistemas de análise preparam dados usados em relatórios e aplicações de IA. A convivência entre categorias torna relevante saber qual atividade a empresa efetivamente executa, além do nome comercial da ferramenta.
Condições para produzir valor
- O FGVcia considera difícil medir os resultados e o retorno financeiro de aplicações de IA generativa. O relato de adoção, por si só, deixa sem comprovação ganho de produtividade ou melhora de receitas.
- Desafios culturais e de gestão da mudança aparecem como obstáculos centrais para empresas orientadas por dados e IA. O relatório ressalta que a disponibilidade da tecnologia é insuficiente sem adaptação do trabalho.
- Muitos dados necessários às aplicações generativas estão em textos, imagens e vídeos. O estudo observa que empresas ainda enfrentam dificuldades para organizar esse material e utilizá-lo de forma adequada.
- Os sistemas podem produzir respostas incorretas e incorporar vieses dos dados de treinamento. O capítulo recomenda avaliação criteriosa dos resultados antes de colocá-los em decisões de negócio.
- Agentes capazes de executar tarefas com maior autonomia são apresentados como tendência, mas o relatório separa essa possibilidade da adoção efetiva medida entre empresas da amostra.
Limites
- A amostra privilegia médias e grandes empresas privadas. Seus percentuais de uso de IA generativa deixam sem descrição a totalidade das empresas brasileiras, especialmente pequenos negócios.
- O relatório informa uso declarado e participação de ferramentas, sem oferecer avaliação causal de produtividade, lucro ou qualidade gerada pelas aplicações de IA.
- A edição reúne dados de tecnologia em geral e análise sobre IA. Indicadores de gasto em TI, nuvem e sistemas de gestão ficam sem atribuição exclusivamente à IA.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
