FIESP: 72,2% da indústria paulista vê impacto relevante da IA

72,2% das indústrias paulistas veem impacto relevante da IA, e 20,1% acreditam que ela transformará o negócio. A IA generativa é a porta de entrada, citada por 59,2%.

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Arte do estudo de FIESP com o destaque: 72,2% veem impacto relevante da IA na indústria

Sobre o estudo

  • Publicador: FIESP
  • Quem fez a pesquisa: FIESP, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
  • Publicação: 2026
  • Amostra: 285 indústrias paulistas
  • Período de coleta: 19 a 30 de janeiro de 2026
  • Método: pesquisa com cinco blocos temáticos e autodiagnóstico de maturidade
  • Recorte: Brasil

Resultados

Perfil da amostra

  • 43,5% das empresas são de porte médio, e 35,8% são pequenas.
  • As médias-grandes somam 12,6%, e as grandes, 8,1%.

Uso e conhecimento

  • 59,2% apontam a IA generativa como porta de entrada, seguida por RAG (12,0%) e visão computacional (9,7%).
  • Marketing (30,1%), leitura e triagem de documentos (23,3%) e vendas (23,3%) lideram as áreas de aplicação.
  • As demandas mais urgentes são aumentar as vendas (47,4%) e prever a demanda (32,6%).
  • A inteligência de mercado aparece em 28,4%, e a otimização e o sequenciamento, em 27,7%.
  • 82,6% das grandes empresas dizem conhecer a IA e buscar mais informações, contra 38,2% das pequenas.
  • 9,8% das pequenas empresas dizem desconhecer o assunto.
  • 80,0% das grandes indústrias já usam IA ou estão em testes, contra 5,0% que seguem sem intenção de adotar.

Adoção e barreiras

  • A segurança das informações lidera os motivos para adiar a adoção (1º), seguida por dados confiáveis (2º) e entendimento de como a IA ajuda (3º).
  • 55,8% apontam a segurança das informações como principal preocupação.
  • A desinformação e as fake news aparecem em 39,3%, e a dependência tecnológica, em 37,9%.
  • A violação da privacidade soma 30,2%, e o viés algorítmico, 23,2%.
  • 14% relatam dificuldade para avaliar os ganhos proporcionados pela adoção de IA.
  • O gap entre diretrizes de IA e dados organizados chega a 1,0 nas pequenas empresas.

Expectativa e resultado

  • O aumento da produtividade foi o benefício mais esperado (40,0%) e segue entre os que mais se confirmam (41,5%).
  • Ideias inovadoras e insights ficam em 39,0% na expectativa e melhoram para 40,8% na percepção de ganho.
  • A melhora na tomada de decisão aparece em 38,0% na expectativa e 40,8% no resultado relatado.
  • A redução de custos tem gap negativo em todos os portes, exceto nas médias-grandes, onde fica em 9,6.
  • Grandes empresas se surpreendem de forma positiva com o aumento de produtividade, com gap de 64,3 pontos.

Perfis psicográficos

  • Os Céticos somam 16,5% e os Cautelosos, 29,5%, enquanto os Pragmáticos representam 36,5% e a Vanguarda, 17,5%.
  • A Vanguarda tem maturidade média de 4,62 e 50% usam ou testam IA.
  • Os Pragmáticos registram maturidade de 3,82 e 44,2% de uso ou teste.
  • Os Cautelosos ficam em 2,93 de maturidade e 25% de uso; os Céticos, em 1,93 e 17%.
  • Entre as pequenas empresas, 45,1% são Cautelosas e 25,5% são Céticas.
  • Entre as médias, 45,2% são Pragmáticas, e entre as grandes, 52,2% são de Vanguarda.
  • A Vanguarda reúne 50 empresas, e os Pragmáticos somam 104 empresas.
  • Os Cautelosos reúnem 84 empresas, e os Céticos, 47 empresas.
  • Os Pragmáticos representam 44,4% das médias-grandes.
  • A 1ª demanda urgente de todos os perfis é aumentar as vendas, citada por 47,4%.
  • A Vanguarda cita medir o rendimento das máquinas como 2ª demanda, e os Pragmáticos e Cautelosos, prever a demanda.

Apoio desejado

  • 71,2% das indústrias precisam de algum suporte para inserir IA no negócio.
  • Consultorias especializadas somam 42,1%, seguidas por programas de capacitação (37,9%) e SENAI (37,5%).
  • Mentorias com especialistas aparecem em 30,2%.
  • Recursos próprios financiam 65,3% dos casos, e BNDES e Finep aparecem em 30,9%.
  • A subvenção à inovação soma 20,7%, e os bancos comerciais tradicionais, 16,5%.
  • 43,2% pedem cursos e treinamentos à FIESP, e 35,4% querem orientação sobre como começar.
  • A divulgação de casos de uso aparece em 30,9%, e a formação e requalificação, em 21,1%.
  • Entre as pequenas, 76,5% pedem algum tipo de suporte, ante 60% das médias-grandes.
  • Informações técnicas sobre IA são pedidas por 20,0%, e conexão com especialistas e startups, por 17,9%.

Limites

  • A pesquisa ouviu 285 indústrias paulistas entre 19 e 30 de janeiro de 2026.
  • O estudo usa autodiagnóstico, o que reflete a percepção das próprias empresas sobre maturidade e ganhos.
  • A amostra é dividida por porte de faturamento, de pequenas a grandes, com 35,8% de pequenas e 8,1% de grandes.
  • O relatório agrupa as empresas em quatro perfis psicográficos definidos por análise de agrupamento.
  • A matriz comparativa reúne 4 perfis e 5 dimensões, como abertura à inovação, prontidão de dados e principais barreiras.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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