Google: 66% do público global usa IA e adoção salta 24 pontos em dois anos
A adoção global de IA chegou a 66%, com o uso de chatbots subindo 24 pontos desde 2023. Entre quem usa IA, 69% se diz mais empolgado que preocupado com os riscos.
Sobre o estudo
- Publicador: Google
- Quem fez a pesquisa: Ipsos, a pedido do Google
- Publicação: janeiro de 2026
- Amostra: cerca de 1.000 adultos online no Brasil, dentro de 21.000 entrevistas em 21 países
- Período de coleta: 22 de setembro a 10 de outubro de 2025
- Método: entrevistas online com painéis da Ipsos
- Recorte: global com Brasil
Resultados
Adoção e frequência de uso
- 66% do público global afirma ter usado uma ferramenta de IA nos últimos 12 meses.
- O uso de chatbots passou de 38% em 2023 para 48% em 2024 e 62% em 2025, avanço de 24 pontos.
- 21% dos adultos, cerca de 1 em 5, dizem usar IA "muito" no trabalho ou na vida.
- 77% querem aprender mais sobre IA, acima dos 68% registrados em 2023.
- Entre os usos citados por quem já usa IA estão aprender algo novo (74%), economizar tempo (65%) e encontrar as palavras certas (64%).
- 52% usam IA para tarefas do dia a dia e 42% para explorar um negócio ou mudança de carreira.
- 40% recorreram à IA para atravessar um evento ou uma decisão importante da vida.
Perfil de quem adota
- Dos que usaram chatbot no último ano, 79% têm menos de 35 anos e 75% têm escolaridade alta.
- 74% dos adotantes têm filhos em casa e 68% têm renda familiar alta.
- Estudantes com 18 anos ou mais (79%) e professores (80%) usam IA acima da média do público.
- 33% do público global nunca usou um chatbot, e entre os Baby Boomers esse índice chega a 58%.
- A diferença de uso entre gêneros caiu: 64% dos homens e 61% das mulheres usaram chatbots no último ano.
Aprendizado e superusuários
- 85% dos estudantes de 18 anos ou mais usam ferramentas de IA, e 83% deles para trabalhos escolares.
- 81% dos professores usam IA, muito acima dos 66% do público global.
- 76% dos pais usam IA, com 73% deles usando para auxiliar no trabalho.
- 77% dos pais e 73% dos professores veem impacto positivo da IA na forma de aprender.
- 70% do público global acredita que alunos do ensino básico devem se beneficiar da IA; para universitários, o índice é de 79%.
- 63% do público em mercados emergentes vê a IA melhorando resultados com aprendizado personalizado, e 37% teme queda no pensamento crítico.
Empolgação e confiança
- 69% de quem usa IA está mais empolgado com as possibilidades do que preocupado, e entre os usuários intensos o índice chega a 86%.
- 74% das pessoas confiam em empresas de tecnologia para conduzir o desenvolvimento de IA no interesse do público.
- 57% acreditam que as empresas introduzem IA de forma responsável, considerando benefícios e riscos.
- 57% têm confiança nos governos para conduzir a IA, índice abaixo dos 61% de 2024.
- 63% avaliam que os governos aproveitam bem os benefícios da IA.
- 80% de quem diz conhecer muito de IA está empolgado, contra 20% que demonstram preocupação.
Impacto no trabalho
- 66% do público global acredita que trabalhadores devem se beneficiar da IA, alta de 13 pontos desde 2023.
- 49% veem como coisa boa a IA mudar empregos e setores, contra 32% que veem como coisa ruim.
- 50% dividem-se ao meio sobre se os benefícios da IA superam a disrupção no trabalho.
- 58% preferem o avanço científico por meio da IA à regulação de setores afetados, que reúne 41%.
- 48% demonstram preocupação com a perda de empregos provocada pela IA.
Aplicações mais promissoras
- 49% consideram a ciência uma aplicação muito promissora da IA, e 49% apontam a acessibilidade.
- 46% destacam o uso da IA como apoio ao aprendizado de estudantes e adultos.
- 41% citam a segurança cibernética e 38% o combate a conteúdo nocivo online.
- 37% apontam a personalização de produtos e 37% o ganho de produtividade no trabalho.
- 53% mostram preocupação com deepfakes e desinformação criados por agentes mal-intencionados.
Limites
- A pesquisa foi encomendada pelo Google e executada pela Ipsos, com entrevistas online em painéis próprios.
- A margem de erro declarada é de mais ou menos 3,8 pontos percentuais para o total de respondentes de cada país.
- Mudanças na redação dos itens entre 2023 e 2025 limitam a comparação direta das séries de tendência.
- O relatório apresenta o Brasil dentro de uma lista de países, sem dedicar uma seção própria ao mercado nacional.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
