Ipsos: 62% dos trabalhadores dizem que a IA economizou tempo no trabalho
62% dos trabalhadores em 32 países dizem que a IA economizou tempo no trabalho nos últimos 12 meses. Entre os menores de 35 anos, 52% se dizem nervosos e 56% empolgados com a IA.
Sobre o estudo
- Publicador: Ipsos
- Quem fez a pesquisa: Ipsos, na plataforma Global Advisor
- Publicação: junho de 2026
- Amostra: 23.532 adultos em 32 países, com cerca de 1.000 no Brasil
- Período de coleta: 20 de março a 3 de abril de 2026
- Método: pesquisa online no painel Global Advisor, com dados ponderados por país
- Recorte: global com Brasil
Resultados
Uso e economia de tempo no trabalho
- 62% dos trabalhadores nos 32 países dizem que a IA economizou tempo no trabalho nos últimos 12 meses.
- A economia de tempo cresce com a renda: 70% entre os de renda alta, 60% na renda média e 54% na renda baixa.
- Por geração, 68% da geração Z e 65% dos millennials relatam ganho de tempo, contra 57% da geração X e 46% dos baby boomers.
- Pessoas com menos de 35 anos têm três vezes mais probabilidade que as de 50 a 74 anos de dizer que a IA economizou tempo no trabalho, com 40% contra 13%.
- O levantamento é a quinta edição anual do Ipsos AI Monitor e cobre 32 países.
Empolgação e nervosismo
- 52% das pessoas com menos de 35 anos se dizem nervosas com o potencial da IA, e 56% se dizem empolgadas, na média dos 32 países.
- O estudo descreve um equilíbrio entre empolgação e preocupação, com número quase igual de pessoas dizendo que a IA as deixa empolgadas ou nervosas.
- O próprio estudo descreve a tensão entre admiração e preocupação como um quase empate, com muitas pessoas sentindo as duas emoções ao mesmo tempo.
- Homens tendem a ser mais positivos sobre a IA e seus benefícios do que mulheres.
- Cidadãos de renda mais alta são os menos nervosos, os mais positivos e os mais engajados com essas ferramentas.
Impacto percebido na vida
- 54% dizem que produtos e serviços com IA mudaram profundamente sua vida diária nos últimos três a cinco anos.
- 66% acreditam que esses produtos e serviços vão mudar profundamente sua vida diária nos próximos três a cinco anos.
- 49% concordam que os benefícios da IA para a sociedade superam os custos ambientais.
- Em cada mercado, ao menos dois em três entrevistados consideram que os benefícios superam os custos ambientais.
- Em 17 dos 28 países ouvidos neste ano e no anterior, as pessoas estão menos propensas a achar que a IA traz mais benefícios que prejuízos.
- Em metade dos países mais gente acredita que a IA vai mudar suas vidas do que em 2022, e na outra metade menos gente acredita nisso.
- Os mercados mais preocupados com o colapso ambiental, como Indonésia, Tailândia, África do Sul e Colômbia, estão entre os mais dispostos a achar que o avanço da IA supera os danos.
Emprego e confiança
- Mais de um em cada três entrevistados teme que a IA substitua seu emprego nos próximos cinco anos, em todos os níveis de renda.
- Os mais jovens também são mais propensos a dizer que a IA vai substituir seu emprego nos próximos cinco anos.
- Menos da metade, no mundo, está otimista de que a IA vai melhorar a saúde, a economia do país e o mercado de trabalho.
- Jovens aparecem mais otimistas nessa avaliação, sem diferença entre as faixas de 18 a 34 e de 35 a 49 anos.
- O nervosismo em cada mercado é maior do que há cinco anos, e quase todo o salto aconteceu na primeira onda da pesquisa, quando o ChatGPT foi lançado.
Confiança nas instituições
- Apenas 43% no mundo acreditam que líderes empresariais dizem a verdade, parte de uma queda de longo prazo na confiança em instituições.
- Uma maioria expressiva, incluindo dois em três menores de 35 anos, diz que tem dúvidas sobre as ferramentas de IA, mas as usa mesmo assim.
- O estudo lê esse comportamento como uma lacuna entre o discurso e a prática, ligada ao receio de ficar de fora.
Limites
- A pesquisa foi conduzida pela Ipsos em sua plataforma Global Advisor online, no interesse próprio do instituto.
- A amostra reúne 23.532 adultos em 32 países, com cerca de 1.000 no Brasil e 500 em vários outros mercados.
- No Brasil e em outros países, a amostra é mais urbana, mais escolarizada e mais rica que a população geral, o que limita a leitura como retrato do país.
- A margem de erro declarada é de 3,5 pontos percentuais para amostras de 1.000 e de 5,0 para amostras de 500.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
