Ipsos: 66% dos brasileiros dizem entender o que é inteligência artificial

Na pesquisa da Ipsos, 66% dos participantes brasileiros afirmam entender bem o que é IA, mas 47% confiam na proteção de seus dados pelas empresas que usam a tecnologia. O estudo compara respostas em 30 países.

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Arte do estudo de Ipsos com o destaque: 66% dos brasileiros afirmam compreender o que é IA

Sobre o estudo

  • Publicador: Ipsos.
  • Quem fez a pesquisa: Ipsos, por meio da plataforma Global Advisor.
  • Publicação: junho de 2025.
  • Amostra: 23,216 adultos em 30 países; aproximadamente 1,000 no Brasil.
  • Período de coleta: 21 de março a 4 de abril de 2025.
  • Método: entrevistas em plataforma online, com modalidade presencial complementar na Índia.
  • Recorte: global com Brasil.

Resultados

Conhecimento declarado no Brasil

  • Entre os participantes brasileiros, 66% concordaram que têm boa compreensão do que é inteligência artificial. O indicador mede a percepção das próprias pessoas, sem avaliação externa de conhecimento.
  • Saber quais tipos de produtos e serviços utilizam IA foi relatado por 56% no Brasil. A diferença entre os dois indicadores mostra que reconhecer usos concretos foi menos frequente do que declarar compreensão da tecnologia.
  • No conjunto dos 30 países, 67% afirmaram entender bem o que é IA e 52% disseram conhecer os tipos de produtos e serviços que a utilizam. As médias internacionais servem como referência para a leitura do Brasil.
  • A Ipsos separou as duas afirmações no formulário. Por isso, a resposta sobre entender IA difere à capacidade de identificar todos os produtos que a incorporam.

Expectativas e receios no Brasil

  • Produtos e serviços com IA deixam 57% dos brasileiros participantes animados, segundo as respostas de concordância. O resultado registra uma reação favorável, sem medir frequência de uso ou experiência direta.
  • A afirmação de que esses produtos causam nervosismo recebeu concordância de 46% no Brasil. A pesquisa permite observar entusiasmo e receio na mesma população, sem classificá-los como grupos separados.
  • Mais benefícios do que desvantagens nos produtos e serviços com IA foram percebidos por 58% dos respondentes brasileiros. O enunciado avalia um julgamento geral sobre a tecnologia, sem separar aplicações específicas.
  • Nas médias dos 30 países, 52% disseram sentir entusiasmo e 53% relataram nervosismo diante dos produtos com IA. O Brasil apresentou mais entusiasmo e menos nervosismo do que essas referências.

Confiança em empresas e sistemas

  • No Brasil, 47% confiam que empresas usuárias de IA protegerão seus dados pessoais. A resposta se refere à confiança declarada nas empresas, sem verificar suas práticas de proteção.
  • A confiança de que a inteligência artificial evitará discriminação ou viés contra grupos de pessoas chegou a 54% entre os participantes brasileiros. O estudo apresenta esse tema separadamente da proteção de dados.
  • Na média dos 30 países, 48% confiam na proteção de dados pelas empresas que usam IA e 54% confiam na ausência de discriminação pelos sistemas. Os resultados brasileiros ficaram próximos desses valores.
  • As respostas de confiança descrevem percepção pública. Elas deixam sem demonstração desempenho técnico dos sistemas nem conformidade das organizações com regras de privacidade.

Transparência e regulação

  • A obrigação de informar quando produtos e serviços utilizam IA teve apoio de 72% dos participantes brasileiros. A Ipsos examina divulgação do uso, sem propor uma forma específica de aviso.
  • Confiança de que o governo regulará a IA de maneira responsável foi declarada por 48% no Brasil. O dado mede expectativa sobre a atuação pública, separada da preferência por transparência das empresas.
  • Na média dos 30 países, 79% apoiaram a divulgação do uso de IA em produtos e serviços, enquanto 54% confiaram na regulação responsável pelo governo. O Brasil ficou abaixo das duas médias.
  • O contraste entre apoio à divulgação e confiança na regulação sugere exigência de informação mesmo entre pessoas com menor confiança a mesma confiança nas instituições públicas. É uma leitura dos indicadores, sem relação causal testada.

Preferência por conteúdo produzido por pessoas

  • Notícias online feitas por pessoas foram preferidas por 67% dos brasileiros participantes. A alternativa de conteúdo criado por IA recebeu preferência de 16% nessa categoria; as demais respostas ficam fora dessas duas opções.
  • Para imagens de fotojornalismo, 68% no Brasil preferiram produção humana. A pesquisa apresenta esse formato separado de notícias em texto, permitindo comparar diferentes usos de IA na comunicação.
  • Em sites de marketing voltados ao cliente, 61% dos brasileiros preferiram conteúdo produzido por pessoas. O percentual é menor que o observado para notícias, embora a preferência humana continue majoritária.
  • Para filmes de streaming ou cinema, a preferência brasileira por produção humana foi de 67%. Em publicidade em vídeo, foi de 62%, conforme as categorias próprias do questionário.

Limites

  • A amostra brasileira é de aproximadamente 1,000 pessoas entrevistadas online; a Ipsos informa que, em países como o Brasil, ela tende a reunir participantes mais urbanos, escolarizados e com maior renda do que a população geral.
  • As respostas medem opiniões declaradas em março e abril de 2025. Elas deixam sem resposta como cada participante usa IA, nem avaliar a segurança efetiva das ferramentas citadas genericamente.
  • A média de 30 países difere de um retrato da a população mundial: os tamanhos das amostras e os perfis de recrutamento variam entre os países pesquisados.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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