KPMG: 71% dos CEOs colocam IA entre as prioridades de investimento
Na pesquisa da KPMG, 71% dos CEOs apontam IA como prioridade de investimento. Entre os entrevistados, 67% esperam retorno dos investimentos em IA em um a três anos.
Sobre o estudo
- Publicador: KPMG
- Quem fez a pesquisa: KPMG; executor da coleta sem informação no relatório
- Publicação: outubro de 2025
- Amostra: 1.350 CEOs de empresas com receita anual superior a US$ 500 milhões em 11 países
- Período de coleta: agosto a setembro de 2025
- Método: levantamento com CEOs de 12 setores; forma de recrutamento e entrevista sem informação no relatório
- Recorte: global, com 11 países pesquisados e sem Brasil na amostra
Resultados
Investimento em IA e prazo de retorno esperado
- Entre os CEOs entrevistados, 71% dizem que IA é prioridade de investimento. O percentual supera os 64% apresentados para o ano anterior e indica maior atenção declarada à tecnologia no orçamento das empresas.
- Na pesquisa, 69% dos CEOs destinam de 10% a 20% de seus orçamentos a gastos com IA. A medida descreve a faixa informada pelos participantes, sem detalhar os valores absolutos aplicados por cada organização.
- Para 67% dos CEOs, o retorno dos investimentos em IA deve aparecer em um a três anos. A resposta expressa expectativa dos líderes, sem comprovar resultado financeiro já obtido pelas organizações pesquisadas.
- No ano anterior, 63% dos CEOs esperavam retorno apenas depois de três a cinco anos. A comparação apresentada pela KPMG descreve uma antecipação das expectativas, enquanto os prazos permanecem projeções dos entrevistados.
Uso de agentes, experimentação e comunicação
- A IA com agentes deve ter impacto significativo nas organizações para 57% dos CEOs entrevistados. O estudo registra uma previsão sobre o papel dessa modalidade, ao lado das aplicações de IA generativa.
- Entre os CEOs, 84% veem a experimentação de empregados de diferentes níveis como parte importante da ampliação do uso de IA. A resposta aponta apoio declarado a testes feitos pelas equipes.
- Quase metade dos líderes, 46%, afirma comunicar abertamente aos empregados os possíveis efeitos da IA sobre suas funções. O indicador descreve uma prática relatada pelos próprios CEOs.
- Para 89% dos participantes, os conselhos estão preparados para orientar a adoção de tecnologias avançadas como fonte de crescimento. O percentual registra confiança na direção, sem avaliar decisões concretas tomadas por esses órgãos.
Condições de adoção e riscos percebidos
- Entre os CEOs pesquisados, 76% dizem que suas organizações estão preparadas para incorporar IA por meio de mecanismos de governança. A avaliação convive com riscos específicos identificados pelos mesmos líderes.
- Os desafios éticos aparecem para 59% dos CEOs como questão a enfrentar na adoção da IA. A preparação dos dados é citada por 52% e a falta de regulação por 50%.
- O ritmo da regulação é visto como possível barreira ao sucesso por 69% dos CEOs. A resposta aborda a capacidade das regras de acompanhar a evolução da tecnologia, conforme apresentada no estudo.
- Na lista de pressões que influenciam investimentos, 39% dos líderes citam cibersegurança e resiliência digital; 36% mencionam conformidade regulatória e relatórios; 34% apontam a integração de IA às operações.
Pessoas e novas funções na empresa
- Para 77% dos CEOs, o preparo das equipes para IA e a requalificação terão efeito sobre a prosperidade da organização. O horizonte mencionado pelos participantes é o dos próximos três anos.
- A disputa por profissionais com habilidades em IA pode limitar o sucesso da organização, segundo 70% dos líderes entrevistados. A avaliação destaca a contratação e a formação de pessoas na implementação da tecnologia.
- Entre os CEOs, 79% afirmam que a IA já os levou a rever como treinam e desenvolvem empregados. O dado descreve uma mudança declarada de abordagem, sem medir o alcance dos programas de capacitação.
- A retenção e a requalificação de talentos de alto potencial recebem foco de 71% dos líderes. A contratação ativa de pessoas com habilidades em IA e tecnologia aparece para 61% dos participantes.
- O redesenho de funções e trajetórias de carreira para colaboração com IA aparece para 67% dos CEOs. A realocação de pessoas de funções tradicionais para papéis apoiados por IA surge para 59%.
Crescimento e aplicações ligadas à sustentabilidade
- Na pesquisa, 92% dos CEOs planejam ampliar o quadro de empregados. Esse plano aparece ao lado do investimento em tecnologia e das mudanças na forma de desenvolver talentos.
- Entre os entrevistados, 72% afirmam ter ajustado estratégias de crescimento diante de desafios persistentes. A resposta descreve decisões declaradas, enquanto as expectativas de expansão permanecem projeções dos líderes.
- A melhoria da qualidade dos dados e relatórios de sustentabilidade aparece como aplicação de IA para 79% dos CEOs. A identificação de oportunidades de eficiência em recursos recebe o mesmo percentual.
- A redução de emissões e a melhoria da eficiência energética são aplicações apontadas por 78% dos participantes. O relatório registra possibilidades identificadas pelos líderes, sem apresentar resultados ambientais medidos dessas aplicações.
Limites
- A KPMG publica e assina o relatório; a apresentação da metodologia informa o período, os setores e os países da amostra. O texto deixa sem informação o executor específico da coleta e a forma de recrutamento dos participantes.
- Os 1.350 CEOs lideram empresas com receita anual superior a US$ 500 milhões. Esse recorte concentra organizações de grande porte e molda a leitura das prioridades de investimento e das práticas declaradas.
- A lista de 11 países inclui Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. O Brasil fica fora da amostra apresentada, apesar da ficha recebida indicar recorte brasileiro.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
