Logicalis: 80% dos executivos de TI põem segurança como prioridade

Pesquisa da Logicalis com 129 executivos de TI mostra segurança da informação como prioridade para 80% e projetos de IA para 42%. Para 87%, o impacto da IA depende mais da cultura da empresa que da tecnologia.

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Arte do estudo de Logicalis com o destaque: 80% dos executivos põem segurança como prioridade

Sobre o estudo

  • Publicador: Logicalis
  • Quem fez a pesquisa: Logicalis, com a Stratica
  • Publicação: novembro de 2025
  • Amostra: 129 executivos de TI de médias e grandes empresas brasileiras
  • Período de coleta: agosto e setembro de 2025
  • Método: pesquisa quantitativa, com entrevistas em profundidade feitas com menos de 10% dos respondentes
  • Recorte: Brasil

Resultados

Prioridades de negócio

  • Aumentar a eficiência operacional é prioridade para 67% dos executivos, tema que em 2023 tinha sido citado por 57%.
  • Melhorar a experiência do cliente aparece para 59%, subindo da quarta posição do estudo anterior.
  • Otimizar processos críticos é prioridade para 57%, e acelerar a transformação digital para 41%.
  • Introduzir novas fontes de receita aparece para 33%, expansão da capacidade para 30% e novos modelos de negócio para 18%.
  • Expansão geográfica marca 13% e fusões e aquisições 5%.

Orçamento de TI para 2026

  • Cerca de 60% das empresas preveem crescimento nos orçamentos de TI em 2026, sendo 23% acima de 10% e 37% até 10%.
  • 31% acreditam na manutenção dos aportes em relação a 2025.
  • 5% esperam queda de até 10% e outros 5% queda maior que 10%.
  • Os CIOs temem que o reajuste fique aquém dos custos crescentes com mão de obra especializada, inflação e câmbio.

Prioridades de tecnologia

  • Pelo quarto ano consecutivo, a segurança da informação lidera, citada por 80%, contra 58% no estudo anterior.
  • Automação ou digitalização de processos vem em seguida, com 49%, e projetos de IA ou machine learning com 42%.
  • Analytics e big data caem para a quarta posição, com 41%, atrás de IA.
  • Integração de sistemas aparece com 40%, continuidade de negócios com 36% e modernização de aplicações legadas com 32%.

Adoção de IA e resultados

  • Para 87% dos executivos, o impacto da IA depende mais da cultura organizacional que da tecnologia em si.
  • Para 73%, os ganhos claros de performance com a adoção de IA ainda faltam.
  • Apenas 3 em cada 10 empresas conseguiram mensurar resultados concretos em projetos de produtividade com IA.
  • Na produtividade, 29% dizem que a IA já trouxe resultados mensuráveis; no atendimento conversacional são 25% e na segurança da informação, 23%.
  • Boa parte do uso de IA segue informal ou limitada a plataformas de uso individual como Copilot, Gemini e ChatGPT.

Governança e barreiras de IA

  • 74% das empresas ainda carecem de iniciativas específicas de governança de IA, somando quem avalia o tema (37%) e quem confia na política de cibersegurança (37%).
  • 10% estão em processo de expansão da governança de IA, 9% têm política própria sem ferramentas e 7% têm política e ferramentas de gestão.
  • 74% consideram mito que treinamentos on-line bastem para capacitar colaboradores no uso produtivo de IA.
  • 73% veem como mito a ideia de que o aumento de performance, criatividade e vendas seria notório logo após a adoção.
  • 78% apontam como verdade que a IA pode gerar dependência e reduzir a capacidade analítica dos profissionais.

Onde a IA roda

  • 63% das organizações afirmam que suas soluções de IA rodam externamente, principalmente em nuvem.
  • 30% investem ou planejam investir em ambiente próprio para IA: 9% já operam a maior parte internamente, 9% estão construindo e 13% ainda planejam.
  • 7% deixaram o item em branco ou seguem sem usar IA, o que indica estágio inicial de maturidade no tema.
  • Custos elevados, complexidade técnica e baixo volume de uso reforçam a baixa adoção de ambiente próprio.

Riscos cibernéticos e estrutura de segurança

  • A engenharia social com IA, como deepfakes e simulação de voz, é apontada como alta exposição por 60% dos entrevistados.
  • Ataques de phishing hiper personalizados aparecem com 56% e a automação de ataques por agentes maliciosos com 55%.
  • A falta de governança e de controles específicos é fator de risco para 55% dos profissionais ouvidos.
  • 57% preferem adotar várias soluções especializadas, enquanto 43% optam por uma solução única e integrada.
  • 29% das empresas possuem um CISO; entre as com faturamento acima de R$ 1 bilhão, o índice chega a 50%.
  • 58% dos responsáveis por segurança têm autonomia para vetar projetos de TI por questões de segurança.
  • 72% das empresas com faturamento acima de R$ 1 bilhão possuem um SOC, e entre as abaixo desse patamar o índice é de 40%.

Limites

  • O estudo foi realizado pela própria Logicalis, fornecedora de serviços de tecnologia, e traz sua leitura do mercado.
  • A amostra é pequena, com 129 executivos de TI, e 47% das empresas respondentes têm faturamento acima de R$ 500 milhões.
  • A maior parte da amostra está no Sudeste (58%) e no Sul (29%), o que concentra a leitura nessas regiões.
  • O relatório informa que a automação de ataques e a engenharia social serão temas prioritários em 2026, projeção que o próprio tempo confirma ou refuta.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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