Microsoft: 77% das MPMEs veem IA agilizar processos
Estudo da Microsoft com a Edelman mostra 77% dos tomadores de decisão de MPMEs apontando a IA como aceleradora de processos, enquanto 73% seguem investindo ou vão investir pela primeira vez.
Sobre o estudo
- Publicador: Microsoft
- Quem fez a pesquisa: Edelman Comunicação, com questionário online
- Publicação: junho de 2026
- Amostra: 306 entrevistas, metade de donos ou sócios e metade de funcionários de MPMEs
- Período de coleta: entre novembro e dezembro de 2024
- Método: questionário online, respondentes majoritariamente entre 25 e 44 anos
- Recorte: Brasil, com concentração de respostas em São Paulo (100), Rio de Janeiro (39), Minas Gerais (24), Bahia (23) e Rio Grande do Sul (22)
Resultados
Otimismo e planos de investimento
- 75% das empresas entrevistadas declaram otimismo quanto ao impacto da IA em seu trabalho, segundo a pesquisa encomendada pela Microsoft à Edelman.
- 73% afirmam que continuarão investindo ou que investirão pela primeira vez em IA, e 61% já mantêm plano de ação ou metas específicas ligadas à tecnologia.
- 77% dos tomadores de decisão consideram que a IA agiliza os processos de suas empresas.
- 54% dos líderes apontam a IA como prioridade na empresa, enquanto 64% dos funcionários demonstram otimismo sobre os resultados da tecnologia em suas atividades.
- A intenção de investimento é liderada pelas pequenas empresas de 10 a 99 funcionários (85%), seguida pelas micro de 1 a 9 funcionários (71%) e pelas médias de 100 a 249 (64%).
- Aproximadamente metade dos tomadores de decisão (52%) afirma estar extremamente ou muito familiarizada com IA.
Benefícios percebidos na operação
- 77% observam melhoria na qualidade do trabalho, 76% consideram que a IA aumenta a produtividade e 70% afirmam que ela melhora a satisfação dos clientes.
- 65% dos entrevistados indicam impacto positivo na motivação e no engajamento dos empregados.
- Entre as principais aplicações estão a assistência virtual para serviço a clientes (73%), a pesquisa na internet (66%) e os serviços personalizados (65%).
- Para 59% das empresas de médio porte e 53% das pequenas, ganhos em eficiência, produtividade e agilidade são o motivo principal para adotar IA generativa.
- 60% das microempresas apontam a melhoria do serviço e da satisfação dos clientes como principal motivação, e apenas 13% das micro e pequenas e 12% das médias citam a redução de custos como motivo principal.
Áreas que puxam a adoção
- Marketing (17%), TI (16%) e atendimento ao cliente (14%) são as áreas que mais respondem pela adoção de IA nas empresas brasileiras.
- Em empresas nativas digitais, a TI concentra a responsabilidade pela adoção e pela decisão de compra; nas organizações sem essa origem digital, o marketing lidera e a administração participa ativamente da decisão.
- Finanças (28%), serviço ao cliente (27%), recursos humanos (25%) e vendas (16%) aparecem com participação relevante na decisão de compra de ferramentas de IA.
Usos concretos da IA generativa
- A criação de novas soluções e produtos lidera as aplicações, citada por 57% das MPMEs.
- Na sequência aparecem a agilização do trabalho (52%), o processamento de dados para tomadas de decisão (45%), a tradução de documentos (42%) e o suporte a tarefas de marketing e aquisição de clientes (39%).
- A economia de tempo é o principal benefício da IA generativa, mencionado por cerca de metade das MPMEs (53%).
- Também são citados ganhos de eficiência e produtividade (47%), melhoria na experiência do cliente (44%) e redução de erros humanos (38%).
Qualificação e talentos
- 28% das MPMEs apontam dificuldade para contratar talentos especializados, e 24% relatam desafios para capacitar os times atuais, com recorte maior nas médias empresas (33%).
- Habilidades em IA já são a principal demanda das empresas de médio porte (63%) na captação e no desenvolvimento de talentos, com procura também alta entre pequenas (41%) e micro (30%).
- Micro e pequenas empresas priorizam soft skills, como trabalho colaborativo (52%) e habilidades interpessoais (52%).
- Como resposta ao desafio, a Microsoft lançou em setembro de 2024 o programa ConectAI, com meta de treinar 5 milhões de pessoas no Brasil até 2027, e vai investir R$ 14,7 bilhões em nuvem e IA no país.
Riscos, governança e regulação
- Seis em cada dez empresas reconhecem a necessidade de mudanças culturais para aproveitar os benefícios da tecnologia.
- Custos de investimento e acesso à tecnologia (34%), preocupações com privacidade de dados (33%) e ameaças à cibersegurança (27%) aparecem como entraves para colocar os planos de adoção em prática.
- Riscos de roubo ou mau uso de dados são a principal preocupação em relação à IA, com 48% das respostas, seguidos pelo receio de manipulação de modelos de IA (33%) e pelo uso de softwares maliciosos alimentados pela tecnologia (30%).
- 53% dos tomadores de decisão estão muito ou extremamente familiarizados com o panorama regulatório da IA, com familiaridade menor entre as microempresas (31%).
Limites
- O estudo foi encomendado pela Microsoft e executado pela Edelman, o que coloca fornecedora de tecnologia e comunicadora no centro da produção do dado.
- A amostra de 306 entrevistas é composta por metade de donos ou sócios e metade de funcionários de MPMEs, o que limita inferências sobre as médias e grandes empresas brasileiras.
- A distribuição regional se concentra em São Paulo, com 100 respostas, o que deixa comparações regionais sem sustentação.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
