OCDE: 7% das empresas de São Paulo usam inteligência artificial
7% das empresas ouvidas no estado de São Paulo usam IA, e 6% são usuárias ativas. Entre as que usam, 49% aplicam a tecnologia no atendimento ao cliente e 44% no controle de processos.
Sobre o estudo
- Publicador: OCDE
- Quem fez a pesquisa: OCDE, Boston Consulting Group e INSEAD, com SEADE e Cetic.br/NIC.br na etapa brasileira
- Publicação: 2025
- Amostra: 1.542 empresas de médio e grande porte de manufatura e serviços de ICT no estado de São Paulo, das quais 167 usam IA
- Período de coleta: fevereiro a julho de 2023
- Método: entrevistas por telefone e web (CATI e CAWI), com correção de resposta sobre 2.561 empresas ativas
- Recorte: global com Brasil
Resultados
Adoção de IA no estado de São Paulo
- 7% das empresas ouvidas no estado de São Paulo usam alguma aplicação de IA, e 6% são usuárias ativas.
- São Paulo reúne 44,4 milhões de habitantes, quase 22% da população do Brasil, e responde por cerca de 31% do PIB nacional.
- 58% das usuárias de IA têm apenas uma ou duas aplicações, contra 4 usos em média nas empresas do G7.
- Empresas de serviços de ICT exibem média de usos de IA de 27%, ante 5% entre as manufatureiras.
- O questionário brasileiro adaptou o mesmo instrumento aplicado a 840 empresas de IA nos países do G7, com ajustes de linguagem para o contexto local.
Aplicações e importância da IA
- 49% das empresas que usam IA aplicam a tecnologia em serviços de atendimento ao cliente.
- 44% usam IA em controle de processos, automação e otimização da produção, incluindo manutenção preditiva.
- 23% usam IA em pesquisa e desenvolvimento, abaixo da maioria dos países do G7, e 28% usam para detectar defeitos e anomalias.
- 47% consideram a IA muito importante para os processos centrais do negócio, 32% a veem como uma entre várias considerações e 20% a colocam como de menor importância, contra 8% no G7.
Dados e práticas de adoção
- 70% das empresas obtêm os dados necessários de fontes internas, e 53% citam clientes ou usuários como fontes primárias; no G7, 78% coletam dados internos e 75% usam dados de clientes.
- Parcerias externas como fonte de dados são menos comuns: empresas privadas (25%), institutos de pesquisa (24%), órgãos de governo (21%) e provedores privados de dados (20%).
- 78% adotam soluções de gestão de dados, como servidores remotos, data lakes ou data warehouses.
- 52% recorrem a sistemas personalizados de terceiros, 51% compram software ou hardware ou buscam consultoria e 43% investem em P&D próprio, contra 70% no G7.
- Apenas 6% colaboram com estudantes, professores ou pesquisadores, e 5% mantêm parcerias com pesquisadores fora das universidades.
- 37% citam colaboração com outras empresas com capacidade em IA como forma de adotar ou desenvolver a tecnologia, e 38% citam treinamento de funcionários, contra 75% no G7.
Pessoas e liderança em IA
- 69% das empresas têm um encarregado de proteção de dados (DPO), reflexo da Lei Geral de Proteção de Dados.
- 21% têm cargo de gestão de risco de IA ou de ética e segurança digital, e 18% têm gerente de projeto de IA.
- 35% têm CIO ou CDO, e 15% têm chief analytics officer, chief data officer ou chefe de ciência de dados.
- 57% das empresas seguem sem abrir vagas específicas para IA, contra 20% no G7, e 23% recrutaram profissionais de IA, contra 67% no G7.
Obstáculos e apoio do setor público
- 44% das empresas apontam privacidade, proteção de dados ou segurança como o principal obstáculo ao uso de IA.
- 38% citam a dificuldade de estimar o retorno sobre o investimento, ante 62% na manufatura e 56% em ICT nos países do G7.
- No uso de nuvem, 70% operam sem dificuldade, 45% citam preocupação com estabilidade da rede e 36% apontam o custo de readaptar sistemas.
- 65% consideram incentivos fiscais para treinamento em IA muito úteis, 64% veem utilidade em parcerias com instituições de ensino e 58% em marcos de qualificação.
- 75% consideram muito útil o investimento público em ensino universitário e formação em IA, e 73% citam a modernização da base de TI, como banda larga de alta velocidade.
Limites
- O estudo é uma colaboração entre a OCDE, o Boston Consulting Group e o INSEAD, com apoio da Alemanha.
- A etapa brasileira foi executada pela Fundação SEADE, em parceria com o Cetic.br/NIC.br, com questionário adaptado do modelo aplicado ao G7.
- A amostra cobre apenas manufatura e serviços de ICT de médio e grande porte no estado de São Paulo, e a comparação com o G7 tem limites de generalização.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
