OIT: 24% dos empregos globais têm alguma exposição à IA generativa

A OIT estima que 24% dos empregos no mundo apresentam alguma exposição à IA generativa; 3.3% estão na categoria de exposição mais alta. A medida descreve potencial de mudança nas tarefas, sem indicar substituição efetiva de trabalhadores.

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Arte do estudo de OIT com o destaque: IA generativa alcança 24% dos empregos globais

Sobre o estudo

  • Publicador: Organização Internacional do Trabalho (OIT)
  • Quem fez a pesquisa: pesquisadores da OIT e do instituto polonês NASK-PIB
  • Publicação: maio de 2025
  • Amostra: avaliação de 2,861 tarefas com 1,640 trabalhadores na Polônia, complementada por especialistas internacionais
  • Período de coleta: sem informação no relatório
  • Método: pesquisa online sobre tarefas, revisão por especialistas, classificação ocupacional e estimativas globais de emprego
  • Recorte: global; Brasil sem estimativa própria no relatório

Resultados

Alcance global da exposição ocupacional

  • A estimativa revisada da OIT coloca 24% dos empregos mundiais em ocupações com alguma exposição à IA generativa. A medida considera o potencial técnico nas tarefas de cada ocupação, com base na estrutura atual do emprego.
  • A categoria de maior exposição reúne 3.3% do emprego global. Nela, muitas tarefas da ocupação apresentam potencial de automação, com menor variação entre as atividades desempenhadas.
  • O estudo classifica as ocupações expostas em quatro gradientes crescentes. Os grupos intermediários combinam tarefas com diferentes graus de exposição, portanto uma mesma função pode reunir atividades afetadas e preservadas.
  • Ocupações administrativas permanecem entre as mais expostas, incluindo entrada de dados, digitação, contabilidade e apoio de escritório. O índice também eleva a exposição estimada em algumas funções técnicas e profissionais.
  • A OIT identifica analistas financeiros e desenvolvedores de conteúdo web entre as ocupações de maior exposição. Caixas bancários, tradutores e programadores de aplicações aparecem em uma categoria imediatamente abaixo.

Diferenças por gênero e renda dos países

  • Na categoria de maior exposição, a estimativa global chega a 4.7% do emprego feminino e 2.4% do masculino. O contraste acompanha a distribuição de mulheres e homens entre ocupações.
  • Nos países de alta renda, 34% do emprego está em alguma categoria de exposição, frente a 11% nos países de baixa renda. O estudo atribui a diferença à composição ocupacional observada nesses grupos.
  • Entre mulheres empregadas em países de alta renda, 41% ocupam funções expostas em algum grau. Para os homens desses países, a parcela estimada é de 28%.
  • A categoria de exposição mais alta corresponde a 9.6% do emprego feminino nos países de alta renda e a 3.5% do masculino. A diferença se concentra nas funções com maior presença de tarefas suscetíveis à tecnologia.
  • Na Europa e Ásia Central, 39% do emprego feminino e 26% do masculino aparecem nas categorias expostas. O relatório apresenta esse recorte regional como exemplo de variação na estrutura de ocupações.

Como o índice foi construído

  • Os pesquisadores partiram de uma classificação polonesa com 29,753 tarefas. Uma amostra de 2,861 tarefas recebeu avaliações de potencial de automação feitas por trabalhadores que atuavam em grupos ocupacionais correspondentes.
  • O levantamento online contou com 1,640 pessoas empregadas na Polônia e produziu 52,558 avaliações de tarefas. As opiniões foram comparadas com respostas de especialistas e revisadas em etapas adicionais.
  • Após essa revisão, a equipe usou as avaliações para prever pontuações de tarefas na classificação internacional ISCO-08. O objetivo foi produzir uma base comum para comparar ocupações em diferentes países.
  • As estimativas de emprego combinam o índice ocupacional com dados harmonizados pela OIT e um modelo de imputação. O resultado expressa a parcela de trabalhadores em ocupações potencialmente expostas, sem observar adoção nas empresas.

O que a exposição permite concluir

  • A OIT ressalta que quase todas as ocupações incluem tarefas que ainda exigem atuação humana. Por isso, a mudança na composição do trabalho é o desfecho mais provável no conjunto das funções avaliadas.
  • Uma ocupação pode sofrer automação parcial e ainda conservar atividades humanas. O relatório aponta que a demanda por trabalhadores também pode mudar quando a tecnologia aumenta a eficiência de tarefas específicas.
  • As estimativas descrevem um cenário de implementação plena da tecnologia disponível no início de 2025. Custos, competências digitais, acesso à conexão e decisões institucionais podem limitar sua adoção.
  • O índice registra a exposição das ocupações existentes, enquanto possíveis novas funções criadas pela tecnologia ficam fora da estimativa. O resultado é uma fotografia do potencial técnico, com efeitos concretos ainda incertos.

Respostas sugeridas para a transição

  • A OIT recomenda diálogo entre trabalhadores, empregadores e governos para orientar a adoção da tecnologia. O objetivo declarado é administrar mudanças nas ocupações e reduzir perdas sociais associadas à transição.
  • A publicação destaca oportunidades de aprendizagem para profissionais em funções expostas. O acesso a novas competências influencia como as tarefas poderão ser reorganizadas dentro das ocupações.
  • Os autores defendem combinar experiência humana com capacidades da IA generativa na reorganização do trabalho. A proposta é apresentada como orientação para decisões de implementação, além das estimativas estatísticas.

Limites

  • O documento produz estimativas globais, regionais e por renda dos países; o texto carece de percentual próprio para o Brasil. Um pesquisador vinculado ao escritório da OIT no país aparece nos agradecimentos, sem criar recorte brasileiro.
  • A pesquisa de avaliação de tarefas foi feita com trabalhadores na Polônia, seguida por revisão de especialistas e modelagem internacional. A transferência para outros países depende da correspondência entre classificações ocupacionais.
  • Exposição técnica indica potencial de mudança nas tarefas e representa um limite superior sob adoção plena. O próprio estudo aponta custos, acesso, competências e aceitação social como fatores que condicionam efeitos observados no emprego.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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