Peers: 79% das empresas miram produtividade com IA Generativa
O ganho de produtividade motiva 79% das empresas brasileiras a adotar IA Generativa, e a redução de custos aparece com 48%. Apenas 22% têm a tecnologia totalmente integrada a sistemas críticos.
Sobre o estudo
- Publicador: Peers Consulting + Technology
- Quem fez a pesquisa: TEC.Institute, em parceria com a Peers Consulting + Technology
- Publicação: setembro de 2025
- Amostra: 322 executivos e lideranças de tecnologia de empresas brasileiras
- Período de coleta: sem informação no relatório
- Método: questionário quantitativo com 19 questões e etapa qualitativa com entrevistas em profundidade
- Recorte: Brasil
Resultados
Estratégia e prioridades
- O aumento da produtividade lidera os objetivos da adoção, citado por 79% dos respondentes.
- A redução dos custos operacionais aparece em 48% das respostas.
- Conformidade regulatória e mitigação de riscos somam 11%, e fortalecimento da imagem de marca, 10%.
- TI (57%), Atendimento ao Cliente (52%), Operações (50%) e Marketing e Vendas (47%) concentram as áreas prioritárias.
- Para 37,2% dos respondentes, o alinhamento estratégico desde o início determina o sucesso da jornada.
Capacitação técnica
- 40,2% concordam parcialmente e 26,5% concordam totalmente que a empresa está preparada em capacitação em IA.
- 33,3% expressam algum nível de discordância sobre a preparação das equipes.
- Treinamentos pontuais ou workshops lideram os formatos, com 58,8%, seguidos por FAQs e conteúdos sob demanda (40,2%).
- Programas de embaixadores de IA ficam em 32,3%, e planos formais amplos, em 23,8%.
- No Banco do Brasil, o programa AcademIA BB somou 25 mil inscrições e cerca de 5 mil profissionais certificados.
- O relatório cita que mais de 80% das organizações experimentam ferramentas de IA, e apenas 5% chegam à produção em escala.
Governança e risco
- 22% concordam totalmente que a empresa está preparada em governança, e 39,3% concordam apenas parcialmente.
- 38,7% expressam algum grau de discordância sobre a prontidão em governança das iniciativas.
- Políticas internas de uso e confidencialidade documentadas lideram as práticas, com 47,6%.
- O monitoramento contínuo de vieses e segurança aparece em 33,8%, e a revisão humana antes do uso externo, em 30,2%.
- 28,7% relatam práticas ausentes ou ainda em desenvolvimento.
- O CEO é protagonista nas iniciativas em 39,3% dos casos, e 18,6% seguem sem liderança formal para IA.
Resultados e integração
- Redução de custos em áreas-piloto e aumento de produtividade somam 51,8% como principal indicador de sucesso.
- Lançamento de novos produtos ou serviços baseados em IA aparece em 39,3%, e elevação da satisfação do cliente, em 34,8%.
- 27,7% afirmam que a empresa segue sem resultados mensuráveis.
- ROI positivo soma 15,2%, e aumento de receita, 14,6%.
- 47,6% mantêm a GenAI em pilotos ou ilhas, e 38,4% seguem em fase de testes.
- 22% têm a IA totalmente integrada a sistemas críticos como CRM, ERP ou ITSM.
- 36,6% adotam a GenAI por meio de interfaces separadas, como portais ou chats internos, o que indica experimentação paralela ao negócio.
Recursos e desafios
- 17,7% das empresas estão plenamente preparadas quanto ao orçamento para IA Generativa, e 30,5% concordam parcialmente.
- 16,2% discordam totalmente e 18,9% discordam parcialmente, o que revela lacunas em mais de um terço das empresas.
- Falta de dados de qualidade e custos de estrutura computacional lideram os obstáculos relatados.
- Resistência cultural e integração com sistemas legados figuram entre os entraves recorrentes.
- Dúvidas regulatórias, carência de talentos especializados e riscos de segurança cibernética completam a lista.
Perfis de maturidade
- O cluster corporativo busca produtividade (90%) e redução de custos (63%), com uso em back office (84%) e TI (79%).
- No mesmo cluster, marketing e vendas somam 78%, atendimento fica em 75% e jurídico aparece com 77%.
- O cluster inovador prioriza inovação (72%) e produtividade (73%), com aplicação em operações (57%) e P&D (44%).
- O cluster relacional foca produtividade (82%) e experiência do cliente (65%), com atendimento em 86%.
- A pesquisa agrupou as empresas em três clusters definidos pelo foco central e pelas áreas de aplicação.
Limites
- A pesquisa foi produzida pelo TEC.Institute em parceria com a Peers Consulting + Technology e contou com apoio editorial da MIT Technology Review Brasil.
- A amostra reúne 322 executivos e lideranças de tecnologia de empresas brasileiras de portes e setores variados.
- O texto apresenta dados do MIT NANDA, do MIT CISR e da MIT Sloan ao lado dos resultados da própria pesquisa.
- O relatório usa casos de clientes e entrevistas em profundidade, que trazem visão prática ao lado dos números do levantamento.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
