Peers: apenas 22% integram IA generativa a sistemas críticos
Apenas 22% das empresas brasileiras integram a IA generativa a sistemas críticos, enquanto 47,6% a mantêm em pilotos ou ilhas. O ganho de produtividade é o principal objetivo para 79% delas.
Sobre o estudo
- Publicador: Peers Consulting + Technology
- Quem fez a pesquisa: TEC.Institute, em parceria com a Peers, com publicação da MIT Technology Review Brasil
- Publicação: dezembro de 2025
- Amostra: 322 executivos e lideranças de tecnologia de empresas brasileiras
- Período de coleta: sem informação no relatório
- Método: questionário com 19 itens organizado em cinco eixos, combinado a entrevistas em profundidade
- Recorte: Brasil
Resultados
Estratégia e objetivos
- O aumento da produtividade é o principal objetivo estratégico da adoção de IA generativa para 79% dos respondentes, seguido da redução de custos operacionais (48%).
- Metas como conformidade regulatória e mitigação de riscos (11%) e fortalecimento da imagem de marca (10%) aparecem como prioridades secundárias.
- As áreas que mais recebem aplicações de IA generativa são TI (57%), atendimento ao cliente (52%), operações (50%) e marketing e vendas (47%).
- As áreas de suporte, como RH, jurídico e finanças, aparecem em segundo plano na jornada de adoção.
Capacitação técnica
- Cerca de 26,5% concordam totalmente que a empresa está preparada em capacitação de IA, e 40,2% concordam parcialmente, enquanto 33,3% expressam algum nível de discordância.
- Os formatos de treinamento mais comuns são pontuais ou em workshops (58,8%), seguidos de FAQs e conteúdos sob demanda (40,2%).
- Programas estruturados, como embaixadores de IA (32,3%) e planos formais amplos (23,8%), ainda são minoritários, e parte das empresas afirma contar com nenhuma iniciativa estruturada.
- Sobre equipes dedicadas à IA, 26,5% concordam totalmente, enquanto 19,8% discordam parcialmente e 9,8% discordam totalmente.
- Entre os aprendizados citados, o alinhamento estratégico desde o início lidera (37,2%), seguido de cultura e capacitação (21,0%), experimentação ágil (14,3%) e investimento em dados.
Governança e risco
- Apenas 22% concordam totalmente que a empresa está preparada em governança das iniciativas de IA, com 39,3% de concordância parcial e 38,7% de discordância.
- Sobre compliance e risco, mais da metade se diz total ou parcialmente preparada, enquanto 43,9% discordam em algum nível.
- As práticas mais adotadas são políticas internas de uso e confidencialidade (47,6%), monitoramento contínuo de vieses e segurança (33,8%) e revisão humana obrigatória antes do uso externo (30,2%).
- Cerca de 28,7% afirmam ter práticas em desenvolvimento ou nenhuma prática implementada.
- A liderança da agenda está concentrada no CEO (39,3%), seguida da ausência de liderança formal definida (18,6%); comitês dedicados ainda são pouco presentes, e o envolvimento do conselho chega a 9,8%.
Resultados e integração
- A redução de custos em áreas-piloto e o aumento de produtividade aparecem como principais indicadores de sucesso para 51,8% das empresas.
- Outros resultados citados são o lançamento de novos produtos ou serviços baseados em IA (39,3%) e a elevação da satisfação do cliente (34,8%).
- Cerca de 27,7% ainda relatam nenhum resultado mensurável, enquanto apenas 15,2% apontam ROI positivo e 14,6% citam aumento de receita.
- A integração segue fragmentada: 47,6% mantêm a IA generativa em pilotos ou ilhas, 38,4% estão em fase de testes e 36,6% usam interfaces separadas.
- Apenas 22% afirmam ter a IA totalmente integrada a sistemas críticos como CRM, ERP ou ITSM.
Recursos e barreiras
- Apenas 17,7% concordam totalmente que a empresa está preparada em orçamento para IA generativa, e 30,5% concordam parcialmente.
- Mais de um terço das empresas enfrenta lacunas relevantes na definição de recursos financeiros específicos para a tecnologia.
- Os principais obstáculos, em ordem, são falta de dados de qualidade, custos de estrutura computacional, resistência cultural e integração com sistemas legados.
- Completam a lista dúvidas regulatórias e privacidade, carência de talentos especializados, riscos de segurança cibernética e dados pouco prontos para IA.
Perfis de adoção
- O cluster corporativo prioriza ganhos de produtividade (90%) e redução de custos (63%), com aplicação ampla em back office (84%) e TI (79%).
- O cluster inovador tem foco em novos produtos, com inovação em 72% e produtividade em 73%, concentrando a aplicação em TI (51%) e operações (57%).
- O cluster relacional busca produtividade (82%) e experiência do cliente (65%), com aplicação voltada ao atendimento (86%) e a marketing e vendas (60%).
Limites
- O estudo foi conduzido pelo TEC.Institute com a Peers Consulting + Technology e publicado pela MIT Technology Review Brasil, ligado à consultoria que assina a análise.
- A base reúne 322 executivos e lideranças de tecnologia de empresas brasileiras de diferentes portes e setores.
- A escolha dos entrevistados qualitativos priorizou quem participou da fase quantitativa e empresas com jornada já iniciada em IA generativa.
- O período de coleta aparece sem informação no relatório, e os casos citados vêm de companhias específicas, sem representar a base inteira.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
