PwC: 28,7% dos CEOs brasileiros veem exposição alta a risco de talentos
28,7% dos CEOs no Brasil relatam exposição alta ou extrema à disponibilidade de competências-chave, contra 22,3% na média global. A dificuldade de retenção afeta o desempenho operacional de 36% deles.
Sobre o estudo
- Publicador: PwC
- Quem fez a pesquisa: PwC, na 29ª CEO Survey
- Publicação: janeiro de 2026
- Amostra: mais de 4.400 líderes de 95 países, incluindo o Brasil
- Período de coleta: sem informação no relatório
- Método: entrevistas com CEOs, com recorte sobre força de trabalho, talentos e IA
- Recorte: global com Brasil
Resultados
Exposição ao risco de talentos
- 28,7% dos CEOs brasileiros relatam exposição alta ou extrema à disponibilidade de competências-chave nos próximos 12 meses, ante 22,3% na média global.
- 8,3% dos CEOs no Brasil apontam exposição extrema, mais do que o dobro da média global, de 3,8%.
- Quase três em cada dez CEOs brasileiros enxergam risco significativo de perda financeira por falta de talentos, e a média mundial é 6,4 pontos percentuais menor.
- Em todas as quatro dimensões analisadas no relatório, o resultado brasileiro aparece mais acentuado que a média mundial, com diferença de até 12 pontos percentuais.
Atração de talentos em IA
- Entre os CEOs brasileiros que já aplicam IA, 33% admitem dificuldade para recrutar os profissionais necessários à transformação, contra 23% no cenário global.
- 32% acreditam conseguir atrair talentos técnicos de qualidade na área, contra 42% no cenário global.
- No Brasil, os céticos superam ligeiramente os otimistas quanto à capacidade de atrair esses talentos; no mundo, os otimistas predominam.
Impacto no emprego
- Os CEOs brasileiros projetam reduções de emprego mais acentuadas que a média global em todas as faixas hierárquicas nos próximos três anos.
- No nível sênior, 18% no Brasil preveem redução, contra 12% da média global, uma diferença de 6 pontos percentuais.
- No nível médio, são 34% no Brasil e 25% no mundo, diferença de 9 pontos percentuais.
- No nível júnior, a redução chega a 60% no Brasil e 49% no mundo, diferença de 11 pontos percentuais, a maior entre as faixas.
- O nível júnior concentra a maior preocupação, com a leitura de que as funções de entrada são mais vulneráveis à automação, o que tem efeito direto sobre formação profissional e diversidade.
Retenção e agenda de resposta
- 36% dos CEOs brasileiros reconhecem dificuldades reais de retenção que afetam o desempenho operacional, contra 24% da média global.
- A diferença de 12 pontos percentuais é a maior entre os quatro temas analisados sobre a força de trabalho.
- O documento aponta três eixos de ação: formação interna para requalificação, principalmente nos níveis médio e júnior; revisão da proposta de valor e do desenho de carreiras; e atração seletiva de talentos.
- Com apenas 32% dos CEOs confiantes na capacidade de atrair profissionais técnicos em IA, a recomendação é construir a marca empregadora em universidades, comunidades técnicas e parceiros de formação.
- A proposta de valor para as pessoas pede revisão, já que a dificuldade de retenção (36% no Brasil) mostra que os instrumentos tradicionais de engajamento perdem força em ambiente de IA.
Limites
- O material é um recorte da 29ª CEO Survey da PwC, com foco na força de trabalho.
- A pesquisa entrevistou mais de 4.400 líderes de 95 países, incluindo o Brasil.
- A página deixa sem informação o período de coleta e o total de CEOs brasileiros ouvidos.
- Os gráficos comparam o Brasil à média global por faixa hierárquica e mostram diferenças de até 12 pontos percentuais.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
