Reuters Institute: 13% dos brasileiros usam chatbots de IA para notícias
No Brasil, 13% dos entrevistados usam chatbots de IA semanalmente para notícias, e 36% confiam na maior parte das notícias na maior parte do tempo. O relatório descreve disputa por licenciamento de conteúdo jornalístico para IA.
Sobre o estudo
- Publicador: Reuters Institute for the Study of Journalism
- Quem fez a pesquisa: YouGov, por encomenda do Reuters Institute for the Study of Journalism
- Publicação: junho de 2026
- Amostra: 2,024 respondentes no Brasil; levantamento online com cotas e ponderação
- Período de coleta: de meados de janeiro ao fim de fevereiro de 2026
- Método: questionário online com cotas de idade, gênero e região, seguido de ponderação por referências populacionais
- Recorte: global com Brasil
Resultados
Chatbots ganham espaço no acesso a notícias
- No Brasil, 13% dos respondentes declararam usar chatbots de IA para notícias ao menos semanalmente. O relatório registra aumento de 4 pontos percentuais frente à medição anterior, dentro de um quadro de maior presença de canais digitais.
- O percentual brasileiro de uso de chatbots supera os 11% registrados para podcasts de notícias. Os indicadores descrevem hábitos distintos dentro da mesma pesquisa de consumo jornalístico, sem indicar exclusividade de uso entre formatos.
- O perfil brasileiro abre com a observação de que chatbots ganham popularidade enquanto meios tradicionais perdem espaço como fonte de notícias. O estudo observa acesso declarado a cada canal, sem atribuir diretamente a substituição individual de um pelo outro.
- O uso semanal informado pelos participantes retrata consulta a chatbots para receber notícias. Essa medida difere da adoção de ferramentas de IA por redações, tema que aparece no contexto de direitos autorais e acordos com veículos.
Conteúdo jornalístico e licenciamento para IA
- O texto relata um comunicado conjunto de 12 organizações brasileiras da indústria criativa em fevereiro de 2026. Entre elas estão associações de rádio, televisão e jornais, que manifestaram abertura para negociar autorização, licenciamento e parcerias.
- A discussão descrita pelo relatório concentra-se no uso de material protegido por direitos autorais por desenvolvedores de IA. As entidades ligam possíveis acordos à segurança jurídica e a benefícios para os envolvidos.
- A Folha de S.Paulo havia apresentado uma ação contra a OpenAI, com alegações de concorrência desleal e violação de direitos autorais. O relatório registra a ação como parte do debate brasileiro sobre remuneração por conteúdo jornalístico.
- No fim de maio, segundo o perfil do país, o jornal retirou a ação após fechar um acordo comercial para licenciar seu conteúdo jornalístico ao ChatGPT. O documento apresenta o episódio como desenvolvimento específico, sem estimar seu efeito no setor.
Redes sociais e criadores de conteúdo
- No Brasil, Instagram alcançou 49% dos respondentes para notícias na semana; WhatsApp, 46%; e YouTube, 42%. Os percentuais medem uso de cada rede para notícias, permitindo que a mesma pessoa apareça em mais de uma plataforma.
- O TikTok registrou 21% no mesmo indicador, enquanto Facebook ficou em 30%. O relatório situa as redes sociais acima da televisão como fonte semanal de notícias no país, com vantagem de 9 pontos percentuais.
- O estudo informa que 33% da população pesquisada recebe conteúdo de criadores ou influenciadores que se dedicam principalmente a notícias. O dado reforça o peso de atores externos às marcas jornalísticas tradicionais no ambiente digital.
- O perfil brasileiro cita 904 perfis ativos de influenciadores financeiros mapeados por uma associação do mercado em 2025, com audiência combinada de 310 milhões. Esses dados vêm de pesquisa externa reproduzida no relatório, e somam seguidores entre perfis.
Confiança, evasão e pagamento
- A confiança geral em notícias no Brasil ficou em 36%, com queda de 6 pontos frente à medição anterior. O relatório descreve o patamar como o menor em 12 anos, após um período de relativa estabilidade.
- Quase metade dos brasileiros pesquisados, 47%, declarou evitar notícias às vezes ou com frequência. O indicador captura uma atitude informada pelos respondentes, distinta da frequência observada em plataformas ou veículos específicos.
- O quadro brasileiro registra 15% de pessoas que pagam por notícias online. O texto informa queda de 5 pontos percentuais desde 2023, ao mesmo tempo que aponta crescimento no número de veículos digitais.
- Entre as marcas avaliadas, CNN Brasil teve 62% de avaliações de confiança, e Record News e SBT News, 61% cada. A medida reúne julgamentos de participantes que conheciam as marcas listadas.
Mudanças na distribuição e no mercado
- O perfil do país informa que mídias digitais responderam por 40.6% do gasto publicitário citado, perto dos 41.3% atribuídos à televisão. Os números vêm de fonte setorial usada no contexto do mercado brasileiro.
- O estudo registra o fechamento de 122 veículos impressos desde 2023 em levantamento externo. Ao mesmo tempo, relata crescimento dos veículos online em 2025, mostrando trajetórias diferentes entre formatos.
- Veículos tradicionais ampliaram seus formatos de vídeo e passaram a reproduzir recursos comuns às redes sociais. O relatório vincula esse movimento à presença de influenciadores e à busca do público por conteúdo nesses canais.
- A pesquisa mostra um mercado em que 13% consultam chatbots para notícias e 15% pagam por conteúdo online. Cada indicador mede uma prática diferente, relevante para compreender a distribuição e as fontes de receita do jornalismo.
Limites
- O Reuters Institute encomendou a pesquisa, conduzida pela YouGov com questionário online e cotas. O método tende a representar melhor a população conectada e a sub-representar hábitos de pessoas mais velhas e menos favorecidas.
- A seleção da amostra segue procedimento sem probabilidade conhecida, impedindo margem de erro convencional. O relatório pede cautela para mudanças pequenas entre levantamentos e para comparações entre países.
- As respostas descrevem lembranças e opiniões pessoais, sujeitas a vieses. Dados de gastos publicitários, veículos fechados e influenciadores financeiros vêm de fontes externas citadas no perfil do Brasil, com métodos próprios.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
