Reuters Institute: 9% dos brasileiros usam chatbots de IA para notícias

No Brasil, 9% dos entrevistados usam chatbots de IA para obter notícias, enquanto 42% afirmam confiar na maior parte das notícias na maior parte do tempo. O relatório também descreve aplicações de IA nas redações brasileiras.

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Arte do estudo de Reuters Institute com o destaque: No Brasil, 9% usam chatbots de IA para ler notícias

Sobre o estudo

  • Publicador: Reuters Institute for the Study of Journalism
  • Quem fez a pesquisa: YouGov, por encomenda do Reuters Institute for the Study of Journalism
  • Publicação: junho de 2025
  • Amostra: 2,006 respondentes no Brasil; levantamento online com cotas e ponderação
  • Período de coleta: de meados de janeiro ao fim de fevereiro de 2025
  • Método: questionário online com amostra por cotas de idade, gênero e região, ponderada por referências populacionais
  • Recorte: global com Brasil

Resultados

Chatbots entram no consumo brasileiro de notícias

  • No Brasil, 9% dos entrevistados declararam usar chatbots de IA para obter notícias. O indicador se refere ao uso relatado pelos participantes, dentro de um estudo mais amplo sobre como as pessoas acompanham a informação.
  • O mesmo quadro do Brasil registra 10% para podcasts de notícias. Os dois formatos aparecem ao lado dos canais tradicionais e das redes sociais, ampliando as formas pelas quais a audiência chega ao conteúdo jornalístico.
  • A página brasileira descreve uma incorporação lenta e contínua de ferramentas de IA às rotinas das grandes empresas de mídia. O texto apresenta exemplos de produção e organização de conteúdo, sem medir a adoção por todas as redações do país.
  • A leitura conjunta desses dados exige separar oferta e uso: o percentual de pessoas que consultam chatbots mede um hábito de audiência, enquanto os exemplos de redação mostram aplicações internas descritas pelo relatório.

Aplicações de IA nas redações brasileiras

  • O relatório cita a tradução mais rápida de matérias de agências como uma das aplicações de IA nas redações. A tarefa aparece junto de formatos para distribuir conteúdo jornalístico e da análise de grandes conjuntos de material pouco organizado.
  • Outra aplicação descrita é a conversão de textos em vídeos curtos. O estudo registra o uso da tecnologia como parte do trabalho editorial, sem apresentar uma medida nacional de ganho de tempo ou de desempenho desses vídeos.
  • O jornal O Globo publicou reportagens apoiadas na análise de 600,000 discursos feitos na Câmara dos Deputados e no Senado entre 2001 e 2024. A pesquisa avaliou mais de 255 milhões de palavras e expressões durante quatro meses com ferramentas de IA.
  • Grupo Estado e Grupo Globo aparecem entre as empresas que publicaram orientações para o uso da tecnologia. Segundo o texto, as diretrizes destacam supervisão humana direta quando a IA generativa participa de atividades editoriais.

Distribuição de notícias em plataformas digitais

  • Na amostra brasileira, YouTube e Instagram registraram 37% cada para uso em notícias, enquanto WhatsApp apareceu com 36%. Esses percentuais medem o alcance semanal declarado para notícias em cada plataforma, e uma mesma pessoa pode usar várias delas.
  • O TikTok registrou 18% para notícias no Brasil, com indicação de aumento de 4 pontos no quadro do relatório. O resultado situa o aplicativo entre os canais relevantes para acompanhar notícias na amostra online.
  • O documento descreve a perda de espaço da televisão aberta diante dos serviços digitais de áudio e vídeo. A leitura do quadro brasileiro também indica presença expressiva da televisão, embora a série histórica mostre declínio de seu uso para notícias.
  • O perfil do Brasil menciona investimento de jornais em podcasts e programas de vídeo. O dado externo citado pelo relatório estima quase 32 milhões de ouvintes de podcasts e atribui ao vídeo 42% da produção desse formato.

Confiança e pagamento pelo conteúdo

  • No Brasil, 42% concordaram que confiam na maior parte das notícias na maior parte do tempo. O relatório diz que a medida ficou estável nos três anos anteriores, depois de queda de 20 pontos percentuais entre 2015 e 2023.
  • A pesquisa registra 17% para pagamento por notícias online no quadro brasileiro. O indicador deve ser lido como resposta sobre pagamento, distinto do uso semanal das plataformas e do consumo gratuito de conteúdo jornalístico.
  • Entre as marcas listadas, SBT News recebeu 64% de avaliações de confiança, e Record, 62%. Esses resultados expressam opiniões de quem conhecia cada marca pesquisada, conforme a escala apresentada no relatório.
  • A avaliação de confiança em marcas se refere a percepções dos respondentes. O próprio estudo esclarece que a lista de veículos é limitada e que o resultado agregado descreve opinião pública, em vez de medir a qualidade do jornalismo.

Contexto de uso e regras para IA

  • O texto relata que, em dezembro de 2024, o Senado aprovou uma proposta de regulação do desenvolvimento e do uso de IA no Brasil. Na data descrita, o projeto seguia para análise na Câmara dos Deputados.
  • A proposta mencionada prevê pagamento por direitos autorais sobre conteúdo usado para treinar modelos de IA. O relatório apresenta essa medida como parte do projeto legislativo, sem descrever sua aplicação como regra já vigente.
  • A experiência de O Globo ilustra análise de documentos em grande escala, enquanto as diretrizes de empresas de mídia apontam para revisão editorial humana. O documento apresenta os dois movimentos como usos concretos da tecnologia no jornalismo brasileiro.
  • O relatório associa a expansão digital à necessidade de observar onde a audiência recebe notícias. Seus dados brasileiros permitem comparar plataformas, mas retratam declarações de respondentes online, com limites próprios de pesquisa por questionário.

Limites

  • O estudo foi encomendado pelo Reuters Institute e executado pela YouGov com questionário online. A amostra por cotas e a ponderação descrevem a população online alcançada, com provável sub-representação de pessoas mais velhas e menos favorecidas.
  • A metodologia usa amostragem sem seleção probabilística, impedindo uma margem de erro convencional por indicador. O texto recomenda cautela especial com diferenças pequenas e com comparações entre países.
  • Os hábitos informados pelos participantes dependem de memória e percepção pessoal. Os exemplos de uso de IA por empresas de mídia descrevem casos selecionados, sem estimativa de adoção em todas as redações brasileiras.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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