TOTVS: 50% das empresas brasileiras usam IA, mas só 7% medem ROI
Metade das empresas brasileiras usa IA nas rotinas diárias, mas apenas 7% calculam o retorno do investimento. A maioria segue no estágio inicial de adoção da tecnologia.
Sobre o estudo
- Publicador: TOTVS
- Quem fez a pesquisa: H2R Insights & Trends, a pedido da TOTVS
- Publicação: junho de 2025
- Amostra: 194 entrevistas com profissionais de empresas brasileiras, 78% da área de TI
- Período de coleta: abril a maio de 2025
- Método: entrevistas telefônicas assistidas por computador (CATI)
- Recorte: Brasil
Resultados
Adoção
- A metade das empresas brasileiras afirma usar IA nas rotinas de trabalho.
- Todas as empresas que usam IA recorrem a plataformas abertas generalistas, gratuitas ou pagas.
- Cerca de 17% fazem uso de soluções de IA personalizadas, voltadas a processos ligados ao negócio principal.
- Os chats conversacionais aparecem em 40% das empresas, e a IA integrada às plataformas em 33%.
- A maior parte concentra o uso em tarefas pontuais de apoio, como geração de textos e imagens.
- As soluções de IA generativa concentram a atenção recente, mas modelos preditivos e de machine learning já sustentam aplicações nas empresas há anos.
Maturidade de adoção
- Diante de uma régua de classificação, 71% afirmam estar no estágio inicial.
- Outros 25% se posicionam no nível intermediário e apenas 4% integram o grupo de adoção avançada.
- Entre as empresas que ainda usam pouca IA, 15% se declaram no estágio intermediário, em fase de planejamento ou implantação.
- As empresas em planejamento ou implantação compõem a maior parte do grupo que declara presença no estágio intermediário.
Uso estratégico
- Apenas 10% consideram fazer uso extremamente estratégico das soluções de IA.
- Outros 19% afirmam estar em nível intermediário, e 21% acreditam usar as ferramentas de forma pouco estratégica.
- O uso predomina em aplicações táticas, ainda distante de um papel central na estratégia das empresas.
- As soluções de IA generativa ainda têm um caminho a percorrer até se consolidarem como parte central da estratégia da matriz econômica brasileira.
Valor e impacto
- Cerca de 35% dos respondentes apontam geração intermediária ou alta de valor com a IA.
- Pelo menos 37% das empresas notam impacto médio ou alto na otimização da operação diária.
- Os impactos mais palpáveis estão ligados à otimização do dia a dia, coerente com usos de apoio a tarefas pontuais.
- Impactos ligados ao planejamento macroeconômico, como redução de custos e aumento de receita, aparecem em escala menor.
Mensuração de retorno
- Apenas 7% das empresas brasileiras calculam o ROI obtido com a implementação de IA.
- Cerca de 11% estabeleceram indicadores de negócio e 20% usam indicadores operacionais.
- Entre quem já usa IA, 24% seguem sem métrica definida para mensurar resultados.
- A ausência dessa métrica limita a escalabilidade do uso e a justificativa de novos investimentos em IA.
Agentes de IA
- Cerca de 77% das empresas têm familiaridade média ou alta com o conceito de agente de IA.
- Mesmo entre as empresas que ainda usam pouca IA, 72% apresentam familiaridade média ou alta, ante 28% com baixa familiaridade.
- O uso prático de agentes de IA segue em estágio embrionário no mercado brasileiro.
Jornada da IA nas empresas
- O questionário organizou a avaliação em cinco etapas: consciência, exploração, adoção, valoração e transformação.
- A estrutura busca captar a percepção tanto de empresas usuárias quanto de quem ainda se aproxima do tema.
- O interesse por soluções de IA é generalizado em todos os processos apresentados, indicando expectativa alta para o médio e longo prazo.
Setores e porte
- As empresas entrevistadas atuam em setores como Agro, Construção, Distribuição, Educação, Hotelaria, Jurídico, Logística, Manufatura, Prestadores de Serviços, Saúde, Serviços Financeiros e Varejo.
- Cerca de 81% das empresas participantes são médias ou grandes, segundo classificação por receita operacional bruta definida pelo Banco Central do Brasil.
- A maior concentração está no Sudeste, com 45% das empresas participantes.
Barreiras à adoção
- Três pilares sustentam as principais barreiras à adoção: segurança, falta de conhecimento técnico e custos elevados de implementação.
- Esses fatores alimentam a percepção de que a IA ainda ocupa posição secundária entre as prioridades do negócio.
Limites
- O estudo foi encomendado pela TOTVS e executado pela H2R Insights & Trends, com questionário construído em conjunto com a equipe de tecnologia da TOTVS.
- A amostra reúne 194 entrevistas, com margem de erro de 7,0 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.
- A coleta priorizou profissionais de TI: 78% dos entrevistados atuam nessa área, e 57% ocupam cargos de gestão de TI, o que inclina a leitura para a visão técnica.
- A base reúne usuários e empresas ainda distantes do uso de IA, com 63% de clientes da TOTVS entre os participantes.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
