Wellhub: 40% dos pioneiros em IA relatam mais carga de trabalho

Entre os pioneiros em IA, 53% dizem que a segurança no emprego melhorou, contra 22% dos iniciantes. Mas 40% dos pioneiros afirmam que a IA aumentou a carga de trabalho, contra 15% dos iniciantes.

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Arte do estudo de Wellhub com o destaque: 40% dos pioneiros em IA sentem mais carga

Sobre o estudo

  • Publicador: Wellhub
  • Quem fez a pesquisa: Wellhub (equipe editorial e pesquisa própria)
  • Publicação: outubro de 2026
  • Amostra: 5.021 colaboradores de dez países, com destaque para os pioneiros em IA no Brasil (2.077 pessoas)
  • Período de coleta: sem informação no relatório
  • Método: levantamento com colaboradores, com Índice de domínio de IA que combina frequência de uso, confiança na tecnologia e concordância com afirmações sobre esse domínio
  • Recorte: Brasil, com amostra global de dez países

Resultados

Perfis de domínio de IA

  • O estudo criou o Índice de domínio de IA, que combina frequência de uso, confiança na tecnologia e concordância com afirmações sobre esse domínio.
  • Iniciantes em IA (26%): nunca usaram ferramentas de IA ou apenas experimentaram, muitas vezes com ansiedade associada.
  • Adeptos da IA (32%): usam a tecnologia com frequência, mas ainda sem total confiança para integrá-la ao trabalho.
  • Pioneiros em IA (41%): utilizam a IA como parte central das atividades e ajudam os colegas a fazer o mesmo.

Confiança no emprego e resiliência

  • Entre os pioneiros, 53% afirmam que sua segurança no emprego melhorou em relação ao ano anterior, contra 22% dos iniciantes.
  • 87% dos colaboradores que se sentem capacitados para trabalhar com IA se consideram resilientes, contra 45% daqueles que se sentem despreparados.
  • Em empresas com política de IA clara e bem comunicada, 77% dos profissionais se sentem resilientes e capazes de se adaptar; entre os que desconhecem a existência de uma política, a proporção cai para 39%.

Sobrecarga e burnout

  • 40% dos pioneiros afirmam que a IA aumentou sua carga de trabalho, contra 15% dos iniciantes.
  • Entre os pioneiros, 24% relatam sintomas de burnout todos os dias; a proporção é de 22% entre os adeptos e 16% entre os iniciantes.
  • 41% dos pioneiros praticam uma atividade de bem-estar pelo menos uma vez por dia, contra 24% dos iniciantes.
  • 60% dos pioneiros recebem apoio ativo dos gestores para cuidar do bem-estar, ante 31% dos iniciantes.

Permanência e conexões sociais

  • 83% dos colaboradores considerariam sair de uma organização que prioriza pouco o bem-estar.
  • Essa proporção chega a 87% entre os pioneiros, 84% entre os adeptos e 73% entre os iniciantes.
  • Entre os pioneiros, 48% dizem que a IA reduziu suas interações com colegas, mais que o dobro dos 22% registrados entre os iniciantes.

Pilares de bem-estar e sono

  • Na amostra global, 55% dos colaboradores avaliam seu bem-estar geral como bom ou excelente.
  • O bem-estar físico recebe avaliação positiva de 57% dos participantes, seguido pelo mental, com 56%; a nutrição fica em 42% e a qualidade do sono em 35%.
  • O sono é o único desses pilares em queda, abaixo dos 38% do levantamento anterior.
  • 30% dos profissionais afirmam que o tempo de tela prejudica seu descanso, o único fator de impacto negativo que piorou a cada ano desde 2025.
  • Os pioneiros apresentam avaliações melhores de bem-estar físico, mental, nutrição e sono do que os demais grupos; ainda assim, menos da metade deles avalia positivamente a qualidade do descanso.

Políticas de IA e apoio desigual

  • Na amostra global, 34% dos colaboradores afirmam que a empresa tem uma política formal de IA.
  • 44% dos iniciantes relatam contar com uma política, contra 26% dos pioneiros.
  • Apenas 26% dos colaboradores avaliam o programa de bem-estar da empresa como bom, abaixo dos 29% do ano anterior e dos 41% de dois anos antes.
  • 46% dizem que a empresa oferece tempo nem espaço na jornada de trabalho para utilizar o programa.

Efeito Wellhub

  • Entre os profissionais com Wellhub, 67% avaliam seu bem-estar geral como bom ou excelente, contra 51% daqueles com outros programas.
  • No bem-estar físico, as proporções são de 69% e 52%; no mental, de 68% e 51%.
  • 55% dos colaboradores com Wellhub consideram seu sono saudável ou muito saudável, ante 28% daqueles com outros programas; na nutrição, as proporções são de 59% e 36%.
  • 76% dos colaboradores com Wellhub se sentem capazes de acompanhar o ritmo das mudanças, contra 57% daqueles com outros programas.
  • 70% dos colaboradores com Wellhub dizem estar felizes ou muito felizes no trabalho, em comparação com 43% do outro grupo.

Prioridades para o RH

  • Apoiar diferentes níveis de domínio de IA, considerando as necessidades de quem está começando, de quem já usa a tecnologia e de quem ajuda colegas a utilizá-la.
  • Comunicar políticas com clareza, tornando as orientações compreensíveis e conhecidas pelas equipes.
  • Acompanhar a sobrecarga, observando como a adoção das ferramentas se relaciona com novas demandas e expectativas de entrega.
  • Envolver os gestores no cuidado, aproximando o apoio da liderança das dificuldades vividas no dia a dia.
  • Criar condições para utilizar os programas, avaliando se as pessoas têm tempo e espaço para acessar os recursos oferecidos.

Limites

  • O estudo é publicado pelo próprio Wellhub, que também assina a seção sobre o Efeito Wellhub, na qual compara colaboradores com Wellhub e com outros programas.
  • O texto afirma que as diferenças entre os grupos representam percepções e que, por si só, os resultados demonstram que o programa foi a causa dessas avaliações.
  • O relatório omite o período de coleta e os detalhes de como a amostra de 5.021 colaboradores de dez países foi obtida.

Estudo completo

Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.

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