WITSA: 38,9% apontam falta de estratégia nacional de IA como barreira
Cerca de 38,9% das associações de tecnologia apontam a ausência de estratégia nacional de IA como principal barreira, e 27,8% citam desafios éticos e de governança. Quase metade avalia seus mercados como só parcialmente prontos.
Sobre o estudo
- Publicador: Assespro/WITSA
- Quem fez a pesquisa: WITSA, com respostas de associações nacionais de tecnologia
- Publicação: julho de 2024
- Amostra: associações nacionais de tecnologia de 80 países e mercados
- Período de coleta: sem informação no relatório
- Método: pesquisa com associações membros da WITSA
- Recorte: global com Brasil
Resultados
Importância da IA para as associações
- A pesquisa mostra que a IA é tema central para as associações nacionais de tecnologia de todo o mundo.
- A justificativa está na transformação de indústrias e profissões, no impacto sobre o trabalho, na necessidade de letramento em IA e no papel das associações na representação do setor.
- Quase todas as associações esperam ampliar o nível de atividade em IA em 2024 e nos anos seguintes.
- A IA deve contribuir de forma substancial para a economia global, com potencial de entregar cerca de US$ 13 trilhões em atividade adicional até 2030.
- Esse valor equivale a um crescimento acumulado de cerca de 16% do PIB frente ao presente e a 1,2% de crescimento adicional ao ano.
Participação em políticas de IA
- Apenas 4% dos membros relatam nenhuma atividade relacionada à IA iniciada até o momento.
- Cerca de 70% das associações de tecnologia da WITSA já realizaram atividades centrais ligadas à IA, como capítulos dedicados, webinars, conferências e hackathons.
- Muitas associações criaram comitês dedicados e trabalham com governos na produção de estratégias nacionais de IA e padrões de consenso.
- As atividades mais citadas, em ordem de relevância, são iniciativas educacionais, grupos de trabalho e atuação junto a governos.
- Também aparecem inteligência de mercado, relatórios e estudos, parcerias público-privadas e ações de troca de melhores práticas.
Regulamentação
- As visões sobre a adequação das regras de IA variam: perto de um terço dos membros consideram as regulações existentes adequadas.
- Entre esses, o entendimento é de que as regras equilibram gestão de risco e ambiente favorável à inovação.
- Uma minoria relevante considera as regras excessivamente rígidas, com risco de limitar o crescimento e a inovação.
- Associações de mercados emergentes relatam preocupação de que as regulações atuais estejam distantes de cobrir os riscos da revolução da IA.
- A governança efetiva depende de mecanismos de fiscalização, em geral previstos em estratégias nacionais de IA.
- Na ausência de um plano nacional, o texto aponta risco de diretrizes ambíguas e de baixa confiança no ambiente regulatório.
Prontidão
- Perto da metade das associações classificou seus mercados como apenas parcialmente prontos para a IA.
- Cerca de quatro em cada dez associações expressaram maior confiança na prontidão do próprio país, com ecossistemas mais estruturados e melhor acesso a tecnologia e profissionais.
- Cerca de 10% têm baixa confiança na prontidão do mercado local, refletindo desafios significativos de adoção.
- Um grupo pequeno, de 6%, mostra grande confiança na prontidão do país, formado pelos maiores mercados de tecnologia.
- Os países menos desenvolvidos aparecem com a menor confiança, por falta de acesso a dados, talento e estratégias amplas de IA.
Barreiras
- A falta de estratégias nacionais de IA lidera as barreiras, apontada por 38,9% das associações.
- Desafios éticos e de governança aparecem para 27,8%, incluindo riscos de viés, discriminação e violações de privacidade.
- A disparidade no setor de tecnologia é citada por 22,2%, entre acesso desigual a tecnologia e capacidade de inovação.
- A exclusão digital em dados e estrutura é apontada por 11,1%, entre lacunas de acesso, conectividade e letramento digital.
- O texto associa a ausência de estratégia nacional a planos incompletos de pesquisa, investimento e desenvolvimento de força de trabalho.
Conclusão
- O relatório defende que o potencial da IA depende de como empresas, desenvolvedores, governos e demais partes gerenciam riscos percebidos.
- A recomendação central é alinhar políticas de IA em nível internacional, promovendo uma abordagem harmonizada de governança.
- A WITSA defende que a expertise da indústria e a supervisão do governo convirjam para um ambiente favorável à inovação responsável.
Limites
- O relatório foi produzido pela própria WITSA, aliança que reúne associações de tecnologia, e reflete a visão de seus membros.
- As respostas vêm de associações nacionais, em vez de empresas ou usuários finais, o que oferece a leitura do setor organizado.
- O texto apresenta os resultados no nível global e regional, sem números específicos sobre o Brasil, apesar da filiação brasileira à aliança.
- O período de coleta de campo aparece sem informação no relatório.
Estudo completo
Resumo produzido pelo TheAgent a partir do relatório original. Os números e achados pertencem ao publicador; consulte o estudo completo para os detalhes e a metodologia.
